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Soneto-Carta à guardiã Fernanda

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=  Após conhecer uma borboleta, perguntei seu nome. ela se apresentou
= com voz bem feminina e disse:
=           - Me chamam de Monos.
=  Mas em homenagem a guardiã de quem a roubei, a chamei de
= Fernanda Monos.  Este é um soneto-carta escrito para sua guardiã, pois
= esta borboleta roubada foi o inicio de muitos eventos sobre os quais
= ainda ei de escrever.  =)
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Soneto-carta à Guardiã Fernanda

Escrevo esta carta como apelo
à guardiã que conheci a certo tempo
ela se mostrou possuidora de muito zelo
me ensinou a amar ainda mais um passatempo

espero que ainda goze de muita saúde
temperada com pitadas fortes de sua alegria
senti de longe olhos dos quais guardo saudade
mas não senti quanta diferença ela faria

confesso que os boatos me intrigaram
sobre uma tal guardiã de borboletas
mas não imaginava que os boatos omitiam
histórias de tamanhas belezas

guardiã de inspirações cercada dum jardim
rogo que leias com atenção minhas palavras
sossego guarde teu semblante sim
e vá sempre com um sorriso atrás das travas

cercada de ramos eu a encontrei
musicas e luz a cercavam, me cegavam
falta de costume com a luz, eu sei
mas as descobertas me incentivaram

Sei que intrigado sempre sentirei falta
apesar de não longe, algumas dunas apenas.
Mas apelo que me ajude a cuidar desta que salta
voa e rodopia a minha volta, espalha centelhas

Borboleta fugitiva ou dada para ser amiga
fugiu num sorriso durante lembranças, cantigas
Sinto que roubei uma das tuas guardadas
mas não sinto vontade de devolve-la ainda

Guardiã, eu lhe imploro, rogo e pergunto
se sou merecedor de tal privilégio
como posso sozinho lidar com o assunto?
como posso prover a esta bela refugio?

Sei que és ainda mais bela no seu interno jardim
e em desejo de imita-la criei um semelhante em mim
começou a tomar forma minha própria espelunca
uma ilha-jardim, interna terra-do-nunca

apelo pois então a ti cativante mulher
que venha visitar minha ilha-jardim
conhecer a árvore central assim que puder
que transformou-se monumento à guardiã da primeira borboleta em mim

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Mauricio Leite
Enviado por Mauricio Leite em 26/09/2007
Reeditado em 26/09/2007
Código do texto: T669586
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Mauricio Leite
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 29 anos
58 textos (2742 leituras)
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Mauricio Leite