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Quarto selo

Hoje caminhei, debaixo do sol triste,
Com lembranças douradas na mente,
Ficção de outrora, que já não existe,
Arvore de verão, sem fértil semente.

Olhei as arvores e, desprezavam-me,
Por eu, haver retido minha semente,
Estático, os sabiás consolavam-me,
Com cânticos fúnebre, indigente.

Neste dia, percebi minha fragilidade,
De vulnerável mortal, debaixo do sol,
Carcomido com multiforme dificuldade,
Senti, de momento apagar-se, meu farol.

O cavalo amarelo cavalga, sutilmente,
No quarto selo, está, quem persegue gente.
 

Gilmar Queiroz
Enviado por Gilmar Queiroz em 27/09/2007
Código do texto: T670528

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Sobre o autor
Gilmar Queiroz
Laranjal do Jari - Amapá - Brasil, 41 anos
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Gilmar Queiroz