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Poesia Descrente

Se eu não fosse concreto e cimento
Eu seria de carne e abstrato,
Um poema sem pele ou contrato,
Minha vida um tão breve momento.

Se remexo no avesso da rima,
Não mais vejo a palavra perfeita,
Nem as outras, que usei certa feita,
Quando fui sentir gosto de Lima.

Já não luto em silêncio baldio,
Nem fugir quero mais neste texto,
Pois se vai o meu ano bissexto

A levar mais um verso sem brio.
Seu eu não for uma estátua de sal,
Vou ser Ló, noutro canto, afinal.
Amargo
Enviado por Amargo em 27/09/2007
Código do texto: T670536

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Sobre o autor
Amargo
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
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