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VALES DE PEDRA



No vale aberto qual ventre fértil, vejo um templo.
Espelhando-se o céu nas águas limpas do riacho
ladeado por rochas de arenito, guardiãs do tempo,
erguem-se os pinheiros a brincar, braços ao alto!

O verde dos campos sorri ao beijo do sol nascente.
No escoar dos dias vida rural já quase extinta
mata a sede e fome de quem nunca viu uma semente
lançada á terra por mãos calejadas mas distintas.

Palco de guerras esta terra já bebeu sangue...
Talvez isso explique os salpicos de pedra vermelha,
pelo vale dispersas, tal estrelas de brilho exangue.

Cantam os pássaros, indiferentes, nas ramadas...
Segue a vida serpenteando como “junta sem parelha”,
espelhando dores, histórias e amores em camadas.
Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 27/09/2007
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T670852
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti