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Jorro do vazio

JORRO DO VAZIO

Do vazio que transborda de mim
Solidão e frio seco, sem fim
Jorra esta fonte via terminais
Um redemoinho, dores cabais

Olho com horror o estertor profundo
Esse status quo, do cor, vagabundo
Quando pensei "nesses tenho amigos"
Não considerei em lhes dar abrigo

Mas, força, lhes dei, ao necessitarem
Abriram suas asas, voaram além
Pra fria amplidão do seu desapego
Enxergaram o cerne dos seus segredos

Vivem o resíduo dos seus abismos
Enxergando os seus próprios cataclismos
Cabeça de poeta
Enviado por Cabeça de poeta em 05/10/2007
Reeditado em 04/08/2008
Código do texto: T682050

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Sobre o autor
Cabeça de poeta
Fortaleza - Ceará - Brasil, 64 anos
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1 e-livros (44 leituras)
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Cabeça de poeta