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IZABEL FOI PARA CIDADE





Gritava Izabel lá no alto do morro...
Cantava, talvez, esfregando um lençol...
O seu canto de amor não pedia socorro...
Izabel só falava de amor, de arrebol...

De saudade talvez Izabel murmurasse,
De um amor que ficou no longínquo sertão...
O seu canto talvez é um triste disfarce,
É um gemido talvez, talvez é solidão...

Quando o galo cantava no parco terreiro,
E a brisa tocava nas frestas da casa,
Talvez Izabel até imaginava

Que morasse talvez numa grande mansão...
Izabel canta agora o dia inteiro
Num quarto, ainda, de um velho galpão.
Geraldo Altoé
Enviado por Geraldo Altoé em 15/10/2007
Código do texto: T695799
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Sobre o autor
Geraldo Altoé
Serra - Espírito Santo - Brasil, 61 anos
802 textos (18367 leituras)
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2 e-livros (188 leituras)
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Geraldo Altoé

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