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A GOTA DÁGUA



                          A GOTA D’AGUA

Goticulava a gota dágua;
Dia a dia, após, após;
Entediado, não entendia a minha mágoa;
Como que o tédio corroía dentro de nós?

Atado aos nós que eu não aprendia e me prendia;
Não seguravam o grito silencioso da minha rouca voz;
Secavam-me o lábio e já não percebia;
Todavia, salivar já não era tão prazeroso no antes e o pós.

A mancha na pia que o gotejar repetia;
Marcava o quanto quisera te falar;
Da minha vontade incontida... Quem sabe um dia?

Poder-te finalmente me revelar;
Revelar-me simplesmente, quem sou eu, será que sei?
Transbordando a última gota que sempre terei.

PEDRO FERREIRA SANTOS (PETRUS)
16/10/2007
Petrus
Enviado por Petrus em 18/10/2007
Reeditado em 23/10/2007
Código do texto: T699629

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Sobre o autor
Petrus
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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