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Soneto metafórico

Porejou em meu peito este poema,
minando-me fecunda inspiração,
roubando-me a lira sem perdão,
como o perfume rouba o alfazema.

Vesti meus versos com um diadema
em coroas da minha poesia.
E agora, rei, fundei a dinastia
onde poetas vivem seus dilemas:

Forjar do verbo pepitas de ouro;
forjar do ouro o brilho do sol;
forjar do sol o milenar tesouro,

e, do tesouro, a luz do arrebol.
Fazer a lágrima render-se ao choro
e o astro rei curvar-se ao girassol.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 14/11/2005
Código do texto: T71622
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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