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Filosofema


A mesma mão que escreve um poema,
que põe a arte em pontas de cinzéis,
que acaricia as cerdas dos pincéis,
que faz heróis, guerreiros, Iracemas...

Também é arma pros homens cruéis,
na infindável espera da algema,
fazerem da morte o eterno tema,
com sangue tinto a rabiscar papéis.

A mesma mão que molda os anéis,
burila alianças nos bordéis,
a ostentar no dedo como emblema...

Também é arma pros homens fiéis,
voltarem das batalhas pros quatéis,
como guerreiros para Iracemas...


Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/11/2005
Código do texto: T71835
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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