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SONETO DE UM TIO MEU...

COMPADECIDO...
   
                                      Oscar Macedo/RN
 
Não tendo a quem contar as minhas dores,
ao velho mar me dirigi um dia.
Para aumentar porém meus dissabores,
reconheci que ele também sofria.
 
Confidente dos homens sofredores,
cobriu-se, ao ver-me, de uma espuma fria
e num gesto de quem confidencia
pôs-se a escutar tranqüilo os meus clamores.
 
Contei-lhe tudo , confessei as mágoas,
mais profundas, talvez, que suas águas,
mostrei-lhe enfim meu coração dorido.
 
E o mar que até então ficara mudo,
ouvindo a triste narração de tudo,
pôs-se a chorar de mim compadecido.
Ademar Macedo
Enviado por Ademar Macedo em 11/11/2007
Código do texto: T732588
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Sobre o autor
Ademar Macedo
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 66 anos
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Ademar Macedo