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SONETO (À Alphonsus Guimaraens)

SONETO (À Alphonsus de Guimaraens)

Cantem todos do viver a ventura
(Sorriso em minha vida é coisa rara)
Canto eu a minha acerba desventura
Essa funérea chaga que não sara!

Cantem a felicidade -bem que não dura-
Galardão-mor que alguém sonhara
Que canto eu essa minha sorte escura
Infinita, doentia, maldita e avara!

Cantem todos essa ilusória alegria
Que é o falso amor que nasce sem norte
(E muitos tolos inda chamam de magia!)

Cantem todos essa utopia, cantem forte
Efêmero bem que se finda na covardia
Cantem todos a vida: eu canto a morte!
Francisco Monteiro
Enviado por Francisco Monteiro em 19/11/2007
Código do texto: T743438

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Sobre o autor
Francisco Monteiro
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 47 anos
72 textos (1992 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/08/17 22:59)
Francisco Monteiro