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Soneto da Madrugada

Sempre chega, aguda e serena, companheira dos insones,
e relembra algumas palavras que ficaram guardadas um tempo,
nos cadernos de escola, agendas velhas, no papel de guardanapo,
ou na melodia esquecida no disco da caixa do armário abandonado.

Exibe seus braços e lábios, cheios de beijos e de saudade,
faz o esquecido lembrar do seu bem querer, e de novo querer,
estremece o preocupado, mas acalanta teu coração com sonhos,
vem sempre, vezes fria, outrora quente, estrelada, chuviscada.

Carrega as letras de versos mal escritos por poetas descalços,
sincera, alegra bailes taciturnos, de homens nus, de bailarinas,
enche alguns olhos de estrelas, outros de luas, outros de pura leveza,

Palco de amores e juras eternas, inspira sambas que nem foram escritos,
Espera serena e calma, com suas estrelas, suas várias luas de fases,
o pôr-do-sol abrir-lhe alas, pra que mesmo curta seja sempre, uma prece eterna.
Vavelar
Enviado por Vavelar em 20/11/2007
Reeditado em 21/11/2007
Código do texto: T744128
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Vavelar
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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