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PELA JANELA

PELA JANELA

Tudo em mim é vago, tudo é vazio
como essa minha triste rua abandonada
onde não se vê sequer alma penada
ruído aqui nunca, nunca mais se ouviu!

Tudo em mim é silêncio, madrugada
chove pranto igual o desaguar de um rio
e eu tremo como em todo o tempo frio
parei de andar no meio da minha estrada

Pensamentos meus voam com a passarada
tão displicentes tal qual uma revoada
sem jamais ter hora certa para voltar!

Querendo dizer algo, não digo nada
mantenho apenas minha boca fechada
calo-me só pra ouvir meu coração soluçar
Francisco Monteiro
Enviado por Francisco Monteiro em 21/11/2007
Código do texto: T746538

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Sobre o autor
Francisco Monteiro
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 47 anos
72 textos (1998 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 21:06)
Francisco Monteiro