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Tia Casta

Devo de dar um destino às saudades de eu menino.
Nem que seja relembrando a angústia dos sonetos;
os sonetos que a tia recitava na escola,
sem pensar nos pés descalços que só pensavam em bola.

E o pai bem mais adiante capinando o sol marcante.
Pensando no prematuro que não servia pra enxada;
mas que, aprendendo as letras, ia trabalhar na cidade
– arrumar mais esperança que os irmãos de mais idade!

Devo de esperar que a força, que eu nunca que arrumei,
fortifique minha prole, como um deus que não desiste
de impedir que os proletários desesperem de uma vez.

E, se isso não nos bastar, como eu sei que não me basta,
basta ao menos bater palmas, os que ainda têm na alma,
um pouco da fantasia daquela tia tão casta.
Wancisco Franco
Enviado por Wancisco Franco em 22/11/2007
Reeditado em 25/12/2008
Código do texto: T747928

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Sobre o autor
Wancisco Franco
São Paulo - São Paulo - Brasil
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