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Amor

Despedi da minha alma o temor
Fi-la calar seu choro de aperreia
Prendi-a com as farpelas do amor
E nos seus braços dados libertei-a.

Em ti me joguei, soltei, como flor
Onde me enlacei sem fazer ideia
Que era eu a presa do libertador
Ao virar do tempo coado na areia.

Eu me emaranhei numa teia urdida
Em puro feitiço, como foi não sei
Quando lá pousei toda a minha vida

Caibo tão perfeita na cela à medida
Que dela escapar não mais poderei.
Eis-me eternamente votada cativa.
RoqueSilveira
Enviado por RoqueSilveira em 26/11/2007
Código do texto: T753253

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Sobre a autora
RoqueSilveira
Portugal
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