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INQUIETAÇÃO IV

INQUIETAÇÃO IV

Na minha face o meu tempo é sempre ido
No meu peito, um coração bate descontente
Esse verso meu rima como antigamente
É fiel retrato de um eu mesmo repetido

Há no espelho dos meus olhos refletidos
O semblante da minha tristeza, sorridente
Há também um bramir, um bradar eloqüente
D’um buscar do Eu Poeta sempre perdido

Meus sonhos-barcos vão singrando a esperança
Nesse meu mar de constante desconfiança
E, velejando na vida, vivo eu a versejar!

Sinto o soprar d’um vento que sobre mim avança
O oceano é gigante e eu sou tão criança
Vou naufragando na minha vontade de chorar
Francisco Monteiro
Enviado por Francisco Monteiro em 27/11/2007
Código do texto: T755219

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Sobre o autor
Francisco Monteiro
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 47 anos
72 textos (1998 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 04:49)
Francisco Monteiro