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RÉ-VIRA-VOLTA

Era um pobre coitado vivia de esmolas,
Andava sujo, maltrapilho, cabeça baixa;
Pedindo ajuda, mal balbuciava palavras,
Mão estendida, uma caridade esperava,

Todo dia eu cruzava com aquela figura,
Observei que tinha uma cortês aparência,
Dava-lhe uns centavos, contida amargura;
Recebia a esmola e tão agradecido partia.

Um dia, sobrava-me o tempo e conversei;
Perguntei-lhe quem era porque esmolava,
Respondeu-me: Moço nem sempre penei.

Fui alguém que teve muito e não pensava,
A vida deu-me de tudo e nela eu me perdi;
Perdi tudo, hoje, assim, nem vi que morri.
Lúcio Astrê
Enviado por Lúcio Astrê em 28/11/2007
Reeditado em 28/11/2007
Código do texto: T757030

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Sobre o autor
Lúcio Astrê
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil, 60 anos
263 textos (10231 leituras)
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Lúcio Astrê