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SONETO DA ALDEIA VARIEDADE




 

Agora que eu tenho algum passado,

e mesmo algumas letras mais assentes,

faço poemas por mim; já não apelo,

tão-somente, a sopros de musa alheia.


Faço meus versos por si; já não poso, o

tempo todo, de vário poetastro,

mau fingidor das dores de outros astros

refletidos no vazio de minha aldeia.


Não basta-lhe o Olimpo de eus outrais,

os templos que ali ergo no intuito

de salvá-la de minh’alma incapaz.

 

Se insisto em plantar-lhe variedades,

os eus que me variam, quando muito,

dão-lhe em fruto mais infertilidade.

 



Wancisco Franco
Enviado por Wancisco Franco em 29/11/2007
Código do texto: T758049

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Sobre o autor
Wancisco Franco
São Paulo - São Paulo - Brasil
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