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A flor cega

A chuva lhe rasgando as folhas novas
Como prantos ardentes, como beijos
Que te orvalham nos mais puros desejos
Nessas tuas sepulturas, novas covas

Vive p’ra não pensar em Cristos santos
Não vê a luz que a alimenta, nem as chuvas
Sente apenas os ventos, vistas turvas
Ao tentar se encontrar em tantos cantos.

Queria sentir a mão sob teu caule
Mas não vê nada além das negras sombras
Uma sensação que por mil mais vale.

E a flor cega está amarga de querer
Ter mais do que carícias, do que sobras
Para feliz poder, enfim, morrer...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 01/12/2007
Código do texto: T761204

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1647 audições)
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Fabio Melo