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Quando eu morrer

O dia surgirá sem que eu mais veja,
a noite, então, será eterna, fria,
eu não verei jamais a luz do dia
e não terei a boca que me beija.

A fria pele irá perder a cor,
a luz não brilhará nos olhos meus;
no dia em que eu morrer - valha-me, Deus! -
eu não mais sentirei o teu calor,

o meu amor virá de outra esfera,
a tua vida não terei pra mim,
não sentirei nas mãos as tuas mãos.

Mas saibas que estarei a tua espera,
embora eu saiba que terás, enfim,
amores outros, de outros corpos sãos.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 29/03/2005
Código do texto: T8507
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
909 textos (260195 leituras)
36 áudios (10732 audições)
6 e-livros (1679 leituras)
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Paulo Camelo

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