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A MORTE DO SONHO

                 
Era o sustento e a crença, a fé, o arrimo
em que me equilibrava para a luta.
Veio a ser desespero e dor - cicuta
que a esperança levou à morte e ao limo.

Assim mesmo o bendigo - ao sonho ardente
que, infinito, vivemos cem por cento
e ao ocaso passou. Gemia o vento
quando o sonho descia no poente.

Hoje, que tudo foi, direi apenas
que as tuas rosas, dálias e açucenas,
murchas, guardei-as com o maior carinho.

Morreu, morreu! Vamos adiante; eu me erga,
ator no palco da tragédia grega,
busque outro sonho, siga outro caminho.
                           
                           Em 22-09-89.


 
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 12/01/2006
Reeditado em 04/03/2006
Código do texto: T97837

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19599 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
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João Justiniano