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Poetisa de Ébano ( Deth Haak )

Oh! Ébano de sombra maviosa,
fuste pupúreo, copa de cetim...
tuas raízes nunca chegam ao fim,
copulam terras tenras, tão viçosas.

Beijam-te ramas como fossem rosas,
brotam-te frutos como poesia
que o vento colhe enquanto a terra cia
pra semear as mudas perfumosas.

Ébano, que tem alma e que fala
todas as línguas, e que não se cala
ao gume traiçoeiro do machado.

Guardarei o eco do teu tombo,
e no meu peito restará o rombo
por onde teu talento foi podado.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 14/01/2006
Reeditado em 05/03/2006
Código do texto: T98635
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 63 anos
1436 textos (63084 leituras)
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13 e-livros (3771 leituras)
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Herculano Alencar

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