Rondó 


Origem: O Rondó surgiu, inicialmente, apenas como forma de canção, acompanhando uma dança chamada ”Ronde”, originária do seu nome.
Como berço, teve a França. Em meados de 1250. Diante de sua oscilação, ou instabilidade, nos fins do século XIX, entrou em desuso. Quanto a sua estruturação, divide-se em: rondó francês – que por variante e/ou sub-divisão o rondó dobrado –, e o rondó português.

1- A) Rondó Francês: Constituído por quinze versos, distribuídos em três estrofes: uma quintilha, um terceto, seguido de outra quintilha. Comumente, em versos de oito sílabas: (octossílabas). Seguindo o esquema: aabba / aabc / aabbaC. A maiúscula [C] representa o primeiro verso do poema ou a repetição do seu fragmento, como estribilho. Chamado em francês de “rentrement”, no final do terceto e da segunda quintilha. O rondó assim como o rondel, não obedece a uma esquematização fixa de métrica e rima. Dando-se preferência – algumas vezes – aos versos decassílabos –.
 B) Rondó Dobrado – a variante do rondó francês – : Tem como estrutura, seis estrofes em quartetos, duas rimas e um único rentrement, colocado depois da última estrofe. Não tem vínculo de rima com os versos seguintes. Ex: abab / baba /abab /baba / abab / baba / rentrement.

Obs: "rentrement": termo francês para estribilho.

2- Rondó Português:
Estrutura: Há variação no número de estrofes. Comumente, formado por oito quadras ou quatro oitavas. Repetindo-se a quadra ao final das oitavas ou de duas quadras. A quadra recorrente tem rima encadeada, ou seja, a rima que corresponde ao primeiro verso, está no interior do segundo, e a deste no interior do quarto. Sendo mais usado o verso de sete sílabas, também chamado – redondilha maior –.


Exemplo de Rondó:

Rondó dos Cavalinhos

 

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora.
E minh'alma – anoitecendo!

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Afonso Reys, partindo,
E tanta gente ficando...

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minh'alma – anoitecendo!

(Manuel Bandeira) 


Quando em pesquisa, nos deparamos com variantes.Em determinado site há uma publicação sobre a estruturação do Rondó que, difere desta publicação; diz a outra que, o Rondó tem apenas 13 versos, distribuídos em 2 quadras e uma quintilha.
O Rondó exemplificado neste  texto e, intitulado Rondó dos Cavalinhos é da autoria do magnânimo e imortal "Manoel Bandeira" portanto, fonte de total confiança -; estudemos a sua estruturação e adquiramos a convincente resposta.

 

EstherRogessi,Estudos Literários, 

Recife, 04/03/2009.  Fonte consultada:Web.
EstherRogessi
Enviado por EstherRogessi em 04/03/2009
Reeditado em 11/10/2012
Código do texto: T1468727
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