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Texto

POEMA VISUAL: UMA EXPLICAÇÃO


TUDO OBSTA
       paredeparedeparedeparedeparedeparedepa
       redeparedeparedeparedeparedeparedepare
       deparedeparedeparedeparedeparedeparede
       paredeparedeparedeparedeparedeparedepa
       redeparedeparedeparedeparedeparedepare
       deparedeparedeparedeparedeparedeparede
       paredeparedeparedeparedeparedeparedepa
       redeparedeparedeparedeparedeparedepare
       deparedeparedeparedeparedeparedeparede
       paredeparedeparedeparedeparedeparedepa
       redeparedeparedeparedeparedeparedepare
       deparedeparedeparedeparedeparedeparede
       paredeparedeparedeparedeparedeparedepa
       redeparedeparedeparedeparedeparedepare
       deparedeparedeparedeparedeparedeparede
       paredeparedeparedeparedeparedeparedepa
       redeparedeparedeparedeparedeparedepare
       deparedeparedeparedeparedeparedeparede

Explicação mais ou menos didática do poema:
- Nas leituras vertical e horizontal encontramos a palavra “parede”.
- Pode-se fazer outras leituras:  horizontal  para as duas primeiras sílabas (pa, re) e vertical para a terceira (de).
- Há a possibilidade de leituras em diagonal (descubra/crie/invente/inverta).
- Além da palavra “parede”, aparecem outros vocábulos que indicam obstáculo : ”rede”, que é um objeto criado para impedir o movimento (do peixe ou do corpo em descanso que, sem a rede,  cairia de bunda no chão); os verbos “pare” e “depare”. Tudo isso obsta, impede, serve de obstáculo ao movimento.  Mas, o não-texto (espaço em branco em volta do poema) remete à mensagem implícita do texto: a liberdade. Quer dizer: embora tudo obste, há uma saída que deve ser acessada com o esforço, aqui, no caso, com a leitura do poema em suas diversas direções.

Reinaldo Dessá
Enviado por Reinaldo Dessá em 09/05/2009
Código do texto: T1584278

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Sobre o autor
Reinaldo Dessá
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 64 anos
19 textos (1573 leituras)
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