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CARACTERÍSTICAS DAS ESCOLAS OU ESTILOS LITERÁRIOS-PARTE II



ROMANTISMO - O século XIX viu surgirem a ascensão da burguesia, um público novo e o início do capitalismo, assim como a liberdade individual conquistada pela Revolução Francesa - homem preocupado consigo mrsmo, egocêntrico, de cosmovisão individual, papel importante no mundo.  No Brasil, época de lutas pela Independência, Guerra do Paraguai Abolição da Escravatura e Proclamação da República. - ascensão da burguesia, desenvolvimento do comércio e valorização das profissões liberais, intelectuais e políticas.;  desenvolvimento da crítica, do jornalismo e da oraória, vida de mais cultura e luxo.  Houve reação contra o classicismo, iniciada na Alemanha, com características de volta à Idade Média como afirmação de nacionalidade --- no Brasil, reflexos de nacionalismo. lusofobia e religiosidade, num primeiro grupo romântico:  GONÇALVES DE MAGALHÃES e MARTINS PENA; também a idealização do  índio, primeiro habitante da terra, em luta contra a tradição portuguesa, defendido como símbolo da nacionalidade;  GONÇALVES DIAS e JOSÉ DE ALENCAR.  Assim, abordagem de aspectos do homem, da terra e do sentimento brasileiros, retrato social do país na época - exaltação da natureza, da paisagem e do amor, às vezes dificultado pelas raízes social e econômica, amor-ódio-interesse, impulsos emotivos.  Destacam-se JOSÉ DE ALENCAR, JOAQUIM MANUEL DE MACEDO e BERNARDO GUIMARÃES.  Resumidamente:  poesia da saudade, pátria-infância-amor - CASIMIRO DE ABREU e GONÇALVES DIAS;  poesia da dúvida, mal-do-século, angústia, tédio, erotismo mórbido de tristeza e depressão, lágrimas, satanismo - ÁLVARES DE AZEVEDO, JUNQUEIRA FREIRE e FAGUNDES VARELA;  poesia social relacionada especialmente ao abolicionismo, natureza e amor realizado - CASTRO ALVES e SOUSÂNDRADE.  Influências européias, não apenas portuguesa; mais poesia que prosa;  idealização da mulher, liberalismo político e estético-literário, tendência à oratória, individualismo, sentimentalismo (egocentrismo, ânsia de glória, predomínio do sentimento  do poeta, imaginação-emoção-fantasia no uso da primeira pessoa), confessionalismo, pessimismo e melancolia como o ‘mal-do-século’,  ilogismo (alternância de opostos amor-tédio, conformismo-revolta, alegria-tristeza, melancolia-satisfação), subjetivismo (criação de realidade própria, evasão, fuga para mundo de sonhos no passado ou no futuro), nacionalismo, folclorismo, indianismo (“nossa” Idade Média), exotismo, religiosidade-espiritualismo da tradição cristã, culto da natureza pitoresca e cor local (animadora-conselheira-soberana-repousante), retorno ao passado, historicismo, reformismo, idealismo de justiça e liberdade, mistério, cenário de destruição-morte-ruínas-túmulos-ciprestes, prazer na noite e no lúgubre, formação de drama (não tragédia clássica - negação da lei das três unidades, exaltação de Shakespeare).

REALISMO - Tendência universal de reproduzir a realidade, idealizada ou não, verossimilhança nos fatos.  Na segunda metade do século XIX, visão do homem como resultado das pressões de meio-educação-momento, oposição a tudo que foge aos limites da matéria, Positivismo de CONTE (filosofia cientificista), transformacionismo de DARWIN e LAMARCK, evolucionismo de SPENCER, medicina experimental de CLAUDE BERNARD, determinismo literário de TAINE (influências de meio-raça-momento), arte e literatura como funções naturais do homem no determinismo econômico de KARL MARX e a dialética de HEGEL - sob estas influências, o escritor realista é um crítico de um tipo de educação e de um status social que constroem um homem desfibrado, um joguete dos seus instintos.  No Brasil, época de transformações sociais-econômicas-políticas:  da sociedade latifundiária, com escravatura e aristocracia para civilização burguesa-urbana, preparando a industrialização.  Já negação ao herói romântico em “Memórias de um sargento de milícias”, de MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA, e no sertanismo de TAUNAY e FRANKLIN TÁVORA, sobriedade de emoção, linguagem e enfoque em tipos sociais:  arte de minúcias, detalhes e ‘fotografias’ da realidade.  Preocupação com a verdade e a vida contemporânea (temperamento realista - passado é com o Romantismo) objetiva, preferência pela narração em vez da descrição, emoção fugindo ao sentimentalismo ou artificialidade, relação com a Psicologia (desenvolvimento da ciência da vida humana - corpo e vida exterior, espírito, vida interior), presente em minas-cidades-cortiços-fábricas-casamentos-política-negócios etc. (cnflios com ambiente ou circunstantes), retrato fiel dos tipos genéricos de personagens humanos concretos explicados objetivamente por causas biológicas e sociais, observação de ambientes e personagens, narrativa lenta e minuciosa, uso de detalhes aparentemente insignificantes, ritmo irregular da vida e não tudo em ordem, choque com o mundo (porém sem sonho ou fantasia), luta contra as forças determinantes:   biológicas, atávicas (isto é, físicas ou psicológicas de ascendentes remotos, hereditariedade) e sociais - normalmente vencidos por elas; análise do presente em retratos de tipos e costumes da época, criação do romance documental e psicologia dos personagens, republicanismo, tempo das ciências sociais e ataque às instituições da burguesia e do clero.  //  Três tendências realistas:  1-NATURALISMO - Aplicação das leis científicas para compreensão da vida, com base em Claude Bernard, Comte e Taine, o homem sujeito a leis biológicas-fisiológicas e esmagamento social, realismo do mundo exterior.  Vida determinista-mecanicista, patologia social e anomalia genética, por vezes parentesco do homem com animais, transitoriedade, futilidade, morbidez dos seres e da sociedade, miséria, marginalidade, adultério, obscenidade, criminalidade, desequilíbrio sexual, amoralismo, indiferença etc. - criação do romance experimental.  2-PARNASIANISMO - Reação aos excessos românticos, corrente paralela aos dogmas realistas e naturalistas, nome tirado de Parnassus, região da Grécia, morada do poetas, segundo a mitologia, algumas composições ainda com vagos aspectos românticos.  “Arte pela arte”, preocupação técnica, perfeição formal, subjetivismo afastado da sentimentalidade romântica, objetividade dos temas históricos, vocabulário preciso-coerente-lógico, assimilação dos ideais das artes plásticas (escultura e ourivesaria), descrição de objetos, fenômenos naturais e fatos da história, ênfase oratória. verbalismo intenso, culto das palavras, contenção no uso da linguagem figurada, exotismo e mitologia, desprezo pelo verso branco.  3-IMPRESSIONISMO - Última fase realista, mais na pintura - não reprodução fria e real do mundo exterior e sim impressão causada no espírito do artista:  ausência de contornos, imprecisão formal, sensação de obra no momento da criação, linguagem colorida.

                                           F  I  M

 
Rubemar Alves
Enviado por Rubemar Alves em 22/04/2017
Código do texto: T5978437
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Sobre o autor
Rubemar Alves
Salto - São Paulo - Brasil, 50 anos
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