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ACIDENTES NA ÁREA COMUM DEVEM SER EVITADOS


Atendendo a inúmeros pedidos dos leitores de nossa coluna que nos solicitaram que enfocássemos a questão dos freqüentes acidentes que acontecem nas áreas comuns dos residenciais, principalmente envolvendo crianças, portanto, resolvemos tratar dessa questão  e, com a finalidade de chamar atenção dos pais, narraremos aqui um fato que ocorreu em condomínio sorocabano e que serve de alerta a todos.
 
Era um domingo tranqüilo, as famílias comemoravam o tradicional “Dia dos Pais”. Em um dos muitos residenciais, um grupo de crianças, com idades entre 7 e 10 anos, brincava junto a uma balança de uma área de lazer construída num pequeno espaço do condomínio. Ocorre que o síndico quis aproveitar a área e a balança ficou próxima a um muro, exatamente num local que tinha uma pequena calçada que servia de passagem dos moradores.
 
Num dado momento, uma das crianças estava no se balançando de forma intensa, pois havia sido empurrada e, de repente, um garoto resolveu passar pelo espaço que ficava entre o muro e o balanço. Resultado: parte do brinquedo, que era de madeira, atingiu a fronte esquerda do garoto, ferindo gravemente, pois um dos parafusos do balanço estava soldo e provocou o ferimento.
 
Pasmem vocês, o condomínio, embora de “grife” não tinha nenhum maleta de primeiros socorros para as situações de emergência. Resultado: foi um corre-corre danado, um momento de muita tensão, pois o sangramento na testa da criança ficou evidente, devido ao profundo corte, sendo necessário levá-lo às pressas até uma unidade de pronto atendimento. Isso acabou com a harmonia de um dia calmo de domingo, pois foram necessários cinco pontos para estancar o sangramento.
 
O aborrecimento nesses casos é grande, pois nem sempre o atendimento nas unidades públicas ocorre de forma eficiente e, por ser final de semana, geralmente, os funcionários públicos da área da saúde trabalham de mau humor e muitos não dão a devida atenção aos pacientes, mesmo sendo uma criança, embora não existam exceções.
 
Essa é apenas uma das muitas ocorrências desastrosas envolvendo crianças em condomínios. O problema é que, na grande maioria dos casos, é possível prevenir os acidentes, bastando para isso um pouco de atenção dos adultos, principalmente dos seguranças, que em tese, deveriam zelar pela integridade física dos moradores dos conjuntos habitacionais.
 
Para evitar futuras tragédias, recomendo que os síndicos observem a movimentação das crianças no interior dos condomínios, principalmente em dias de muita movimentação, como um domingo em que se comemora uma data especial. O ideal é que se faça um levantamento dos possíveis pontos de risco, principalmente nos parques infantis, quadras esportivas e piscinas, checando atentamente se os brinquedos estão mesmo em ordem, se não há pregos ou parafusos soltos ou se há madeiras que possam ferir alguém.
 
Também é recomendável que se coloquem placas de orientação, instruindo a todos a prevenir acidentes. Avisos como: “cuidado, estacionamento, área de circulação de veículos” ou “brinquem com moderação, evitem acidentes”. A sinalização é uma aliada dos moradores, pois evita aborrecimentos a todos.
 
Além disso, o ideal é que cada residencial tenha, junto à guarita ou a sala da administração, um material relativo a primeiros socorros, bem como uma orientação sobre o uso racional das piscinas Isso deveria ser transformado em lei, obrigando os condomínios a terem esses recursos, pois situações críticas surgem quando menos esperamos.
 
Um pouco de educação não faz mal a ninguém!
Hoje, reproduziremos duas sinceras mensagens que nos chegaram, via Internet, as quais fazem comentários sobre o assunto que abordamos na última semana, em que enfatizei a importância do respeito e da tolerância para se viver sem aborrecimentos em um condomínio.
 
Achei muito oportuno o que você escreveu. Na verdade, há muitas dessas pessoas que querem sempre tirar vantagem, desconhecendo seus próprios limites.
A sociedade está perigosamente se deixando levar pelo egoísmo. Gentilezas e gestos de simpatia estão ficando raros.
Obrigada. Seu exemplo contribui, sem dúvida, para que pensemos um pouco mais como agir para um convívio civilizado.
Abraço, Vânia Serra.
 
Douglas, que belo comentário você colocou aqui. Realmente, morar em um condomínio requer um comportamento civilizado e que, no entanto, nem todos possuem. Daí vêm os aborrecimentos e outras coisas mais.
Eu também resido em condomínio e procuro, ao máximo, comunicar-me de forma correta e, também, não me irritar com os outros que não procedem da mesma forma, senão a coisa fica feia demais.
Vou repassar aos demais, pois seu comentário é muito eficaz para todos. Um grande abraço e parabéns, Alcina Maria.
 
Participem sempre!
Ficamos muito emocionados com a manifestação dessas duas leitoras, pois assinalam que estamos no caminho certo, uma vez que este espaço tem como primazia a defesa da vida harmoniosa nos condomínios, além de trazer problemas que permitam uma reflexão. Portanto, amigos leitores, continuem participantes, enviem sugestões de assuntos que desejam ver enfocados aqui ou mesmo se houver alguma dúvida.
Estamos à disposição de todos. Tenham uma excelente semana e votem com consciência para mudarmos o país!
 
*Douglas Lara é o idealizador da semana do escritor de Sorocaba (douglara@uol.com.br)


 
Douglas Lara
Enviado por Douglas Lara em 31/10/2006
Código do texto: T278084
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Sobre o autor
Douglas Lara
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 78 anos
517 textos (131757 leituras)
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