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A TROCA!

(Este texto foi enviado, há anos, para a Governadora de São Paulo, sem surtir nenhum efeito, entretanto,como nele estão inseridos algumas opiniões minhas que considero relevantes, o transmito para o Recanto das Letras, na esperança de estar ajudando em alguma coisa aos nossos governantes)
 TROCA!
Para corrigirmos nossos erros, necessário se faz retrocedermos as nossas idéias ao âmago de onde saíram, desordenadamente, sem ponto de apoio ou linha de visada que lhes proibissem o ricochete direto contra o emissor, ou seja: Nós mesmos!
A IDÉIA é igual ao pensamento e precisa ter uma boa consistência, clareza e dinâmica abrangente de todo o universo onde se quer atuar magistralmente.
Jogá-la ou difundi-la apenas como algo premente é, no mínimo, uma necedade, na certa, assim agindo, nos custará um imenso sacrifício com as suas arestas nos atingindo e nos salpicando de impurezas e eventos negativos contundentes.
Ter idéias é fácil! Até os débeis mentais às têm em profusão, o difícil é a conjunção das mesmas com outras diversificadas e alheias aos lugares comuns de cada uma visando surtir um efeito correto eficiente no alvo desejado.
Muitos se ufanam de serem os donos da verdade e ficam a distribuir idéias a granel ou, pior! Cobrando por elas um preço muito caro em razão da dificuldade do canalizamento tranqüilo que as levariam em direção da jusante, num porto imaginário de junção com outras coletadas no trajeto, local onde ocorreria a plena distribuição de seus benefícios em prol de toda a sociedade caso tivesse transcorrido, no itinerário, o beneficiamento das suas virtudes, jogando para às margens os detritos negativos e improdutíveis .
O pior de tudo até aqui relatado é o ser humano que se omite dizendo não ter idéia para si ou para difundi-la:
É como um fantoche manejado pelas idéias que o circundam, nada produzirá para o bem comum ou dele próprio, sendo apenas levado pelas “estradas” de sua infeliz vida sem nem ao menos saber por que está vivendo, confirmando a lapidar frase de um poeta: “Todo homem que uma idéia não tiver é como um cego junto a um abismo sem um bordão sequer!”
Com o evento da república e a conseqüente democracia, a idéia saiu dos reinos, impérios ou ditaduras, ganhando a massa popular, até então, marionetes das decisões que lhes eram impostas. No início, ela negaceou pelas avenidas, ruas e cidades, mesclou-se a vilarejos, botequins, ruelas etc. sem, entretanto, ter uma forma balizadora que pudesse extrair-lhe o cerne possibilitando a junção com outras idênticas em favor do bem social:
Caíra de cheio sobre quem não estava acostumado a tê-la para distribuir, ou, receptáculos para amealhá-la e, consequentemente, dela fazerem uso com outras para a realização da comunhão criteriosa dos benefícios que  pudessem advir ou usufruir.
As idéias republicanas e democráticas atingiram a maioria dos homens como a alforria a maioria dos escravos: Vendaval repleto de tornados contra uma extensa campina desnuda de arvoredos!
Apenas veio, invadiu, efetuou redemoinhos, porém, não encontrando nenhuma resistência, mercê da carência de obstáculos que pudessem comprovar a sua força, esvaiu-se em si mesma sem ter como demonstrar os seus méritos, potenciais e benfeitorias, exatamente, pela falta do discernimento e do contencioso.
Não tendo como assimilar tais idéias nem entendê-las no sentido de nelas se imiscuírem, cultivando às suas vantagens em proveito de todos, os homens menos preparados didaticamente ou, possuindo a inteligência um pouco tacanha em relação a minoria dirigente, se perderam na mistura de normas, leis, decretos, doutrinas e tantas outras formas de vivência que os elevassem acima do lugar onde sempre proliferaram, ficando, dessa forma, vendo a comitiva passar sem dela tomarem parte efetiva, apenas, acompanhavam a procissão sem saber qual o santo era cultuado !
Próximo ao homem que prefere escamotear as suas idéias passando a ser simplesmente um seguidor silente dos outros, está o homem que tem idéias, mas não tem um canal para distribuí-las à espera da união com outras idênticas ou, pelo menos, parecidas. Com a finalidade da lapidação esmerilante que cause um forçamento tributário à procura do rio das soluções e o caminho da foz do mar da tranqüilidade e da paz! Esse homem esteve presente quando das invasões portuguesas, holandesas, francesas, primeira e segunda guerras mundiais, libertação dos escravos, proclamação da república etc. etc.. Porém, sem a canalização necessária das idéias, deles só conhecemos os mártires, em virtude do fato de que, os que lhe poderiam alimentar as idéias, ficarem pelas margens, resultando, assim, na falta de conexão e volume para alcançarem, juntos, o caminho para a jusante visando chegar ao bem comum e meritório.
Até agora tenho falado muito o que não é nenhum mérito por que, falar: também os boçais e animais o fazem!
Passarei, então, a dizer! Procurando lançar minhas idéias à procura de parceiros com a finalidade do bem de todos.
Como não tenho nenhum canal difusor ou emissor, ao em vez de apenas dizer, prefiro lançar minhas idéias e interrogações a respeito do que acho errado na nossa administração pública federal, estadual e municipal, propondo, ao final, uma TROCA:
Governar um estado brasileiro é mais difícil do que presidir a maioria dos países do mundo, fazê-lo na oposição ao governo federal (qualquer que seja ele) é mais complicado ainda!
Apresento, a seguir, respeitosamente, as minhas idéias:
01—Por qual razão pagamos inúmeros serviços telefônicos (auxílio à lista, números de telefones, etc. etc.) se, em seguida, ao darmos um telefonema ele nos será cobrado?
02—Quando vamos a um açougue, lá encontramos variadíssimos tipos de carnes e de preços, tais como: filé, picanha, alcatra, primeira, segunda, terceira, pelanca, contrapeso e outros.
Não seria mais óbvio haver apenas uma carne de primeira e a outra de segunda?
A primeira, para os que pudessem pagar mais e, a segunda, para os  pobres, com isso, estaríamos unindo o menos pobre ao pobre, em contrapartida, como vem sendo feito, estamos discriminado ainda mais os miseráveis !
03—Por qual razão temos que pagar a água que sai pelos esgotos das nossas residências se já pagamos, mensalmente, pela mesma água quando a recebemos?
04—Qual a razão da CEMIG., ou outra qualquer central energética, nos cobrar juros por quaisquer átimos  de atraso na conta mensal não nos retornando, na conta seguinte, os “apagões e blecautes” que, às vezes, nos dão grande prejuízos ?
Qual a razão da lei que permitiu descontar na conta de energia elétrica ,de cada usuário, quase dez por cento do valor de cada conta mensal atinente a taxa de iluminação pública ?
Estou pagando uma coisa que não tenho a posse nem a propriedade, caso eu quisesse, poderia dar uma martelada nas lâmpadas elétricas de minha residência, será que eu poderia fazer o mesmo com a lâmpada que fica na rua perto de minha casa cuja iluminação sou eu quem paga? Além disso, há casos em que vários moradores pagam a iluminação de apenas um poste iluminando a rua em frente de várias residências.
05—Por qual motivo as prefeituras não fazem  abrigos, garagens e/ou estacionamentos públicos em vários pontos da cidade cobrando uma taxa menor do que as multas de infração de trânsito resultante de estacionamentos irregulares ? (mais dinheiro para o erário e menos desemprego!)
06—Sem querer prejudicar aos advogados, porque não é modificada a lei penal ou mesmo cível e de execuções, permitindo que os acusados façam a sua própria defesa?  Valendo somente no tocante a sua absolvição.
Caso venham a ser condenados, teria o acusado direito a um advogado por ele pago ou dativo, ficando sem efeito, provisoriamente, a condenação imediatamente anterior.
Tal procedimento diminuiria prazos do processo em razão do réu ou acusado, sendo inocente e no “calor” dos fatos transcorridos, conseguirem a sua absolvição pelo simples fato de ter que se defender usando a verdade dos eventos em sua atualidade em harmonia com as provas coletadas no feito.
07—Queremos agências bancárias e de outras organizações arrecadadoras, inclusive receita federal, em todos os bairros onde haja policiamento, para evitar que o usuário tenha que deslocar-se até aos centros urbanos para a quitação de débitos gastando vestuário, coletivos, tempo etc.
Quando somos credores raramente alguém vem bater em nossas portas para efetuar o pagamento!
08—Fala-se muito em falta de moradia para os habitantes das cidades, porém, falar... Como já disse, não resolve!
Por qual razão não se estuda um fundo para construção de casas populares que seria coletado de proprietários de grandes mansões, donos de várias casas de aluguel, supermercados, distribuidores de medicamentos e pelo próprio beneficiado candidato?
Afinal, todos sairiam ganhando porque a pessoa que consegue uma casa é, como já era, um freguês em potencial dos que participarem do fundo referenciado e sendo Deus pai de todos eles sem cobrar retorno dos mais bafejados pela “sorte ou esforço financeiro !
09—Os aposentados merecem maior consideração em razão de terem trabalhado numa época de segunda guerra mundial, ditaduras, regimes totalitários, nos sábados, viajando muitas das vezes em lombos de animais, escrevendo com canetas tinteiros e mata-borrões, sem os lazeres da televisão e da cibernética etc. Fizeram o Brasil de hoje com as ferramentas deficientes de ontem! Por que não lhes dar as preferências de passagens, lugares, deslocamentos exíguos, eliminação de qualquer fila ou espera etc.?
10—O ar poluído nas cidades é resultante de má fiscalização ou respeito ao homem em sua plenitude, acredito que ocorram as duas coisas por morar no Vale do Aço e, como só me deito após às duas horas, de quando em vez, semanalmente, tenho o desprazer de ver o céu estrelado cobrir-se de uma névoa meio avermelhada ao ponto de sentir minúsculos pingos na pele sem estar chovendo, serenando ou garoando. Se não é falta de fiscalização é falta de respeito dos emissores de tais fumaças, gases ou resíduos em detrimento de todos e dos seus próprios empregados.
11—Sou um policial aposentado e nunca usei armas quando de folga por entender que a inteligência tem comandamento sobre o bélico.
Apesar de ser contra a posse de armas, a situação atual no mundo todo obriga-me a fazer uma exceção :
Porque proibir um homem de moral ilibada, juízo pleno e bons antecedentes, de possuir uma arma em sua residência para a sua defesa pessoal, desde que comprove conhecer e saber manuseá-la corretamente sem colocar em risco a vida de ninguém desnecessariamente? Há anos que os bandidos possuem armas dos mais variados calibres, dizem que até melhores que as dos policiais, e, até hoje, o congresso nacional, a polícia nem a justiça conseguiram desarmá-los!
Proibir um cidadão honesto e respeitador das leis que ter uma arma para a sua defesa é, pelo menos, discriminatório!  Levando-se em conta que os marginais não estão sendo contidos pelas leis vigentes ou pelo Estado!
12—Excetuando uns poucos dirigentes, a maioria alega que existe inflação e que a cesta básica está pela “hora da morte”.
Por qual motivo as prefeituras ou os governos federais e estaduais não criam uma espécie de cooperativa ou mercearia no centro e em cada bairro? Cobrando apenas o mínimo ressalvando-se as despesas gastas com a manutenção do estoque e dos funcionários, ou, contratando empresas para tal mister acabando de vez com a bem intencionada, porém, mal fadada cesta básica que de básico nada tem, que, em algumas regiões só dão alguns caroços de feijão!
Tenho certeza de que em menos de sessenta dias os preços dos supermercados e de outras firmas congêneres cairiam em mais de 40% por terem os seus proprietários que enxugarem os lucros exorbitantes que acumulam a cada venda efetuada!
13—É preciso que o município consiga uma ou mais lojas do tamanho necessário para a exposição e venda de produtos artesanais e de artistas plásticos da região, à disposição de quem quiser vender o seu produto, por ele manufaturado, pagando uma pequena taxa de manutenção do local, trabalhos esses que, muita das vezes, é melhor do que os vendidos em lojas, isso, aumentaria o interesse e diminuiria o desemprego regional.
14- As prefeituras deveriam encampar os asilos e abrigos de idosos e deficientes cobrando uma taxa razoável dos internos ou de suas famílias ou, ainda, do próprio albergado que puder pagar para ter as vantagens do atendimento e das companhias de pessoas de sua idade.
15—Banco ir a falência é uma vergonha!
Não se consegue tirar nenhum dinheiro do banco sem ter bons avalistas, tudo que eles fornecem tem juros, até os cartões e talonários de cheques nós pagamos por eles, pagamento esse covarde por que recebemos cheques com gravuras estampadas numa clara propaganda gratuita para eles.
16—Não se devia cobrar impostos de pequenos bares ou outros estabelecimentos análogos, os seus proprietários fazem girar o dinheiro miúdo e, a cada objeto vendido, nele já está embutido vários impostos, além disso, nesta época de desemprego é uma válvula de escape para equilibrar a economia.
17—Não entendo a razão pela qual se deva pagar por uma certidão negativa, seja a mesma cartorial, policial ou judicial, consignando-se que ela é negativa!
18—Sempre ouço falar que o cheque sem fundo é uma calamidade que atinge a todos que os recebem. Por qual razão não acabam com essa irregularidade, se a solução é tão fácil?
Primeiro, que os bancos modifiquem os seus talonários colocando valores diversificados em cada folha de cheque que poderiam variar de um a milhões de reais, a critério do correntista, sendo anotado na conta corrente do cliente e, este, seria responsável pela perda, extravio ou outro evento danoso ocorrido com o talonário. Isso, justifica-se pelo fato de que, quando perdemos qualquer dinheiro, caso não seja encontrado, demos a perda como nossa culpa e risco.
Os cheques pagos pelo cliente teriam a cobertura garantida pelo banco onde estão os valores equivalentes a cada cheque fornecido, quem não tiver dinheiro no banco não receberia o talonário referido.
Segundo, não acontecendo a hipótese acima, que os bancos fiquem responsáveis por todos os cheques fornecidos aos seus clientes, os quitando mesmo que não tenham fundos, cobrando, depois, do cliente, diretamente ou via judicial. Afinal, o cliente é do banco e o cheque é um cartão de visita e propaganda do mesmo estabelecimento bancário.
Se quaisquer das idéias, acima apresentadas, forem aceitas, tenho a certeza absoluta de que todos os bancos terão mais cuidado na abertura de contas e fornecimento de talões de cheques!
19—Vejo acidente de trânsito com vários tipos de veículos automotores noticiado diariamente no rádio, televisões e jornais, por qual razão só aos automóveis é imposto o uso de cinto de segurança obrigatório, seriam forças ocultas de empresas empurrando para baixo?
20—É uma vergonha nas escolas e faculdades ter uma média de alunos para serem aprovados, para mim isso é premiar a incapacidade; no meu modesto entender, quem não obtiver notas num ano letivo inteiro tem que ser reprovado sumariamente, os aprovados dessa forma acabarão sendo engenheiros que terão construções desmoronando e,  pior! Sendo médicos, acabarão por matar quem os procure para a cura, justamente pela falta da base primária ou colegial.
21—Por qual razão as prefeituras não cuidam da detetização e desratização, rua por rua, residência em residência, evitando, dessa forma, inúmeras doenças que acabariam por azafamar às próprias Secretarias de Saúde e aos cofres públicos? Isso, em razão de haver, em muitos lugares, esgotos a céu aberto por deficiência do município ou dos serviços de água e esgotos.
22—Os governos, federal, estadual e municipal, deveriam assimilar os “despachantes” e prestadores de serviços, em sua totalidade, só recebendo através de guias regulares de recolhimentos bancário, o que acabaria com muitas “maracutaias” e acertos escusos. Podendo ser dada oportunidade aos atuais despachantes de ficarem numa espécie de assemelhados ao governo, com os novos escritórios a serem abertos dependentes de concurso público, isso acarretaria mais dinheiro para o erário, mais emprego e menos desonestidade afins.
—Não entendo a razão dos traficantes terem tanto poderio em nosso país fazendo desmandos todos os dias desafiando a polícia e a própria justiça, isso ocorria antigamente com os “bicheiros”, bastou às loterias para acabar com os últimos: “Jogo de bicho” já  praticamente virou coisa do passado !
A solução seria fazer o mesmo com as drogas, quaisquer que sejam elas. É só colocá-las à venda em comércio especializado proibindo o consumo para deficientes mentais e menores, o resto, ficaria por conta dos dias a seguir.
Garanto que a maioria esmagadora dos viciados se desligaria de imediato dos traficantes indo comprar nos locais legalizados.
Secada a fonte de renda absurda, os traficantes teriam que procurar outros afazeres rendosos.
23—Não consigo entender a razão pelas quais agências de empregos, diariamente, oferecem emprego, dando, na maioria das vezes, apenas a oportunidade de uma única vaga em cada categoria, com isso, estão fazendo os pobres mais paupérrimos ainda. Já pensaram numa capital uns cem desempregados correndo a agência, pagando coletivos, vestindo uma roupa melhor etc. à procura de uma única vaga? Isso é covardia e propaganda barata! Se existe só uma vaga disponibilizada, telefone ou mande chamar apenas um dos inscritos, não venham colocar na televisão apenas para a sua propaganda em detrimento de centenas que irão procurá-los!
24— É um absurdo você estar viajando de ônibus e, chegando numa rodoviária, ter que pagar apenas para urinar, recentemente, paguei quase o preço de um refrigerante na rodoviária de Belo-Horizonte, isso deveria ser efetuado pela empresa que me levou até lá sem ter miquitório no coletivo!
25—Ultimamente é incentivado ao público utilizar os telefones 0800 para denúncias, o que acho muito válido, entretanto, por que não se acresce a esse esquema ampla e irrestrita liberdade do público em geral dirigir-se, sem representantes, aos magistrados, governantes ou autoridades de diversas seções ou departamentos?
Tente uma pessoa comum falar com um juiz, ou governante, fora do gabinete ou da época da eleição, que encontrará uma imensa barreira de assessores desinteressados no problema lhes apresentando (com honrosas exceções).
26—Por qual razão é dado o “direito” aos marginais de não serem fotografados quando pegos na prática de delitos?
Todos nós sabemos das dificuldades que a lei coloca para a prisão dos criminosos, não fotografá-los é dar-lhes oportunidade de, pouco tempo depois, continuarem praticando crimes com as suas vítimas alheias à imagem da sua pessoa por não tê-la visto “escrachada” numa foto quando de um delito anterior!
27—Por qual razão continuam vendendo bebidas e mesmo água em frascos de plásticos que duram até 500 anos para serem consumidos pela natureza? A solução seria trocar tais receptáculos por um que sirva de esterco ou adubo, ajudando, desta forma, o enriquecimento da própria natureza.
28—Retornando ao exemplo referente aos açougues, porque não fazermos o mesmo no tocante ao oferecimento dos serviços funerários, que chegam a preços exorbitantes apenas para levarem a carne humana sem o espírito ou alma para uma cova ou cremação, quando, em ambos os casos, já houve a consumação da matéria viva destinada aos vermes da terra ou as chamas? Bastaria um esquife de primeira e outro de segunda qualidade.
Dividi-los em várias categorias é também discriminar o “de cujus” em várias castas quando, na verdade, com a morte, eles estão em igualdade de condições. O sepultamento de primeira ficaria só para os mais ricos ou orgulhosos satisfazerem o seu “ego” e dar uma “demonstração pomposa” aos seus “pares”.
29—Sempre ouvi falar em imposto único, todavia, nunca presenciei ou ouvi dizer a respeito das junções das idéias para a sua concretização.
É um absurdo o efeito cascata dos impostos que os tornam muitas vezes pior do que os “juros sobre juros” tão decantados negativamente por todos os clientes de bancos e agiotas, isso, em razão de atingir a todos, taxando, inúmeras vezes, até produtos de primeira necessidade, dessa forma, alcançando a pobres e aos ricos.
30—Não entendo por que o cliente de médicos tenha que pagar laboratórios de análises clínicas, quaisquer que sejam eles, em razão do médico cobrar pela consulta ou ser pago por algum plano de saúde. Se pagarmos a um médico para diagnosticar nossa saúde ou nossas enfermidades é justo imaginarmos que o facultativo esteja de posse de todos os conhecimentos sobre as diversas doenças e, caso tenha dúvidas, que ele próprio pague ao laboratório de análises para receber a informação do mal que possui o paciente que já lhe pagou pela consulta.
Aposto, sem poder comprovar, que muitos exames de laboratórios são exigidos sem a necessidade dos mesmos, senão, vejamos:
Por qual razão, antigamente, os médicos examinavam detalhadamente o paciente olhando-lhe a língua, tórax, barriga, auscultando pelo estetoscópio etc., será que tais exames igualariam ao do laboratório?
Acredito que não! Entretanto, a partir de tais exames físicos saia uma internação ou uma medicação. Será que, na atualidade, o médico prefere as comodidades dos aparelhos de análise evitando o contato preliminar do exame físico no paciente?
31—A maioria esmagadora dos passageiros de ônibus municipais ali está para efetuarem compras, fazerem diversos pagamentos ou, para idas e vindas do trabalho.
Por qual razão não ocorreu estudos com a finalidade das empresas em geral, repartições diversas, sejam públicas ou privadas, pagarem os coletivos para os seus próprios clientes num sistema de rodízio ao em vez de onerar mais ainda tais usuários? Já basta o tempo perdido nas filas para pagamentos diversos e espera dos coletivos nos pontos. O pagamento em referência seria irrisório, garanto que um deles só ocorreria com mais de dois anos de intervalo pelo grande número de empresas, comercio, repartições etc., em contra partida, quando nós pagamos os coletivos estamos tirando, pelo menos, o equivalente ao leite e pão diário de nossas famílias!
32-É difícil entender a razão das faculdades exigirem exames vestibulares para alunos freqüentarem as universidades.
Primeiro, porque o aluno completou o curso imediatamente anterior deixando-o para trás, o que já o colocaria diretamente no vestíbulo da universidade pelas razões óbvias.
Segundo, a universidade vai ministrar exatamente a partir do grau ultrapassado pelo aluno e não do vestibular lhe exigido, ora! Isso seria o mesmo que exigir que o cabo para ser sargento tenha que ser mais cabo e menos sargento ou, um promotor para ser juiz, ser mais promotor e menos magistrado!.
Não vale a desculpa esfarrapada de que não haveria fundos para ajudar na construção de universidades, bastaria admitir a todos os que completassem o grau imediatamente anterior, os colocando sentados até em degraus e pisos e, tão logo iniciasse o ano letivo, transcorresse uma triagem equânime e honesta que, na certa, eliminaria os incapazes e menos preparados para o curso almejado. Assim sendo feito, haveria até uma melhor escolha dos verdadeiramente capazes num universo muito maior onde se destacariam, continuando o curso desejado em igualdade de condições com os seus pares.
Até financeiramente seria melhor por causa das taxas que seriam cobradas de todos os candidatos.
33- O vale refeição deveria ser extinto, em seu lugar, a prefeitura colocaria uma cantina nos locais apropriados, depois de feitos os estudos e onde todos os trabalhadores se alimentassem gratuitamente, bastando apresentar um documento de sua firma empregadora, recebendo, o município, o valor integral do vale refeição, podendo, ainda, estabelecer contratos com restaurante e lanchonetes e similares para tal mister.
O excedente poderia ser distribuído aos desempregados pobres que também se alimentariam gratuitamente dependendo de um comprovante fornecido pela prefeitura ou do seu preposto, tal solução acabaria com o comércio ilegal de venda de vales que beneficia muito mais ao comprador do que ao vendedor (trabalhador).
34—Não compreendo por qual razão, ano após ano, os proprietários de veículos automotivos terem a difícil tarefa de procurarem os órgãos de trânsito, despachantes e agências bancárias para pagarem os impostos anuais de seus veículos. Isso seria sanado com uma simples cobrança na bomba de gasolina a cada litro de combustível adquirido, assim sendo feito, os cofres públicos teriam maior lucro em razão de todos os veículos em circulação terem que pagar os impostos, gota a gota, do combustível colocado em seus automotores, já que ninguém tem condições artezanais de fabricar, comercialmente, os combustíveis diversos.
Acabar-se-ia a “gastança” em papéis, deslocamentos de veículos, acúmulo de trabalho, despachantes, delegacias e setores de trânsito etc.
35—É complicado entender por qual razão inúmeros caminhões e até carretas têm que trafegar por avenidas e ruas de muito trânsito de outros veículos menores tendo como justificativa o descarregamento de cargas comerciais. Não seria mais fácil e até menos perigoso, além de maior fluência do trânsito, que as firmas tivessem um depósito em locais fora do perímetro urbano onde os caminhões pudessem fazer a descargas, com as firmas, paulatinamente, em veículos menores, apanhando a mercadoria para as suas lojas ou estabelecimentos?
Será que os interesses particulares de tais comerciantes é mais importante do que evitarmos os congestionamentos, acidentes com danos materiais e/ou humanos, multas etc. tudo isso em desfavor de seus próprios clientes?
36- Qual a razão da autoridade policial ser obrigada a receber menores em situações irregulares ou, débeis mentais, cujas atribuições cabem ao Juizado de Menores ou ao Serviço de Saúde?
Essa função intermediária acumula serviços de quem não pode atuar nem autuar os apresentados em detrimento do verdadeiro serviço de manutenção da ordem pública que é atribuída aos delegados e seus agentes.
37—A terra atrai os corpos pela força da gravidade, até ai, isso costuma ser bom no tocante a chuvas, ventos etc., entretanto, quando vêm sobre as nossas cabeças e propriedades os famigerados fogos de artifícios e balões, às vezes incandescentes é... Lamentável! O espaço aéreo pode estar liberado para todos dentro de certas normas, porém, o espaço do solo, em sua maior parte, tem dono!
Não é justo que um cidadão (até menor) desavisado ou desinteressado, solte os seus foguetes em direção do espaço aéreo perto dele sem atentar para o detalhe de que os restos não irão cair sobre ele e, sim, após uma parábola, em local não lhe pertencente causando danos materiais e até corporais.
Que os governantes tomem as providências necessárias para o controle desse mal não esperando que aconteça com eles para agirem, basta lembrar que o cargo que ocupam foi para nos representar em tudo e num todo.
38- É uma “enganação” a somatória de casas lotéricas medrando até em lugares que nem uma farmácia tem! Isso é exploração contra o pobre desajustado e desesperado que joga o que não pode em detrimento, às vezes, de sua subsistência, incentivado pela propaganda lançada a eles, diuturnamente, por todos os meios de comunicações, onde nunca efetuam demonstrações de quem não ganha, apenas, mostrando os ganhadores.
As acumulações de prêmios é outra vergonha, não deveria havê-las, que ganhasse o que chegasse mais perto dos números sorteados, porém, com a acumulação, sempre há uma maior propaganda e mais clientes incautos vão jogar o seu dinheiro praticamente fora.
No final do século passado, um “bicheiro” era execrado e tinha que pagar subornos para continuar o seu irregular comércio, hoje, quase não se vê mais falar em “jogo do bicho”, ele mudou de nome, de roupagem e, de patrão, do novo patrão ninguém suborna ou fala mal porque ele é poderosíssimo embora seja um representante nosso.
A loteria não salva ninguém de aperturas financeiras, provando o contrário, tente brincar com um amigo jogado o conhecido “cara ou coroa” onde só existem duas opções, dificilmente um derrotará completamente o outro, ressalvando-se algum azarado ou “sortudo”, ao passo que na loteria as opções são vastíssimas, mesmo para quem jogue muito dinheiro.
39- Também tenho ouvido falar de que, pela constituição, o cidadão tem direito a saúde, entretanto, por qual razão se vê tantos planos de saúde, alguns caríssimos, outros com várias exigências de idade, tipo de doenças etc. como se tais planos fossem o cliente e não o fornecedor e, nós, não tivéssemos o direito aludido.
“Sem querer por um ventilador nessa ‘istória”, peço que me esclareçam o fato de ter direito e ter de pagar!
Se pago, não é direito ser atendido e, sim... Obrigação! Se não pago, acabo contaminando outros com a minha doença desamparada e apenas coberta pelo papel da lei.
Porque o governo, ao em vez de só querer varrer seus imóveis e até direitos com a desculpa da privatização e da limpeza da máquina administrativa, não utiliza a mesma vassoura para escamotear de debaixo de seus capachos e rodapés às suas obrigações, uma delas, se apropriando do dever de ser o maestro dos planos de saúde? Com cada cidadão pagando a ele e não a terceiros que, às vezes, são mais exploradores do doente do que a própria doença!
Isso resultaria em mais renda para o erário e mais oferta de emprego.
40—Segurança pública é um dever do Estado e não de firmas privadas, muitas delas, despreparadas para as atribuições específicas!
Existindo tantos departamentos e secretarias públicas por qual razão um deles não passa a gerir e administrar, coercivamente, as firmas de segurança visando o bem estar dos vigias e vigiados, mesmo os últimos sendo marginais?
Para isso, usando policiais reformados ou aposentados com experiência comprovada no mister e praticando as auditorias e fiscalizações necessárias para se chegar quase a perfeição do atendimento ao público que está tão carente de segurança.
41—“Crianças das ruas” são uma chaga na sociedade, entretanto, elas nada mais são do que um ricochete das mazelas da própria sociedade, pior! Arestas imberbes e incapazes jogadas  fora do meio social pelos maus governos do mundo todo, que sempre relegou a oferta de trabalho e a educação a planos inferiores. Tirar as crianças das ruas é mais difícil do que desocupá-la dos marginais, a criança é mais renitente do que o adulto, tem mais idéias embaralhadas e não catalogadas, além do fato de passarem despercebidas na multidão pelo seu tamanho e ares inocentes da juventude.
O marginal quando vai às ruas está a procura de, pelo menos, cinco coisas fundamentais:
Dinheiro, drogas, mulheres, violência e farras!
Uma criança tem os mesmos objetivos, contudo, mais amenizados:
Se quiser dinheiro, furta ou pede esmola. Dificilmente consegue drogas. Mulheres para eles raras vezes estão relacionadas a sexo. A sua violência, na maior parte das vezes, são facilmente controláveis e suas farras os levam a prostração pela pouca idade que têm.
Suas idéias não catalogadas os fazem afastar de suas casas, quando as tem, apresentam uma mistura de imagens do que não tem em oposição do que avistam na rua, não os deixando entender que também existem adultos carentes. Passam a transitar pelas ruas como se fossem locadores dos passantes adultos, mas, ao primeiro sinal de perigo, fogem correndo imiscuindo-se no meio da multidão.
Para conseguirmos retirar as crianças vadias das ruas nunca deverá ser usada a polícia ou o juizado de menores, o que é preciso é que os nossos representantes, colocados no apogeu por nós, desçam do fulcro de observação e, sem efetuarem parábolas irem diretamente até as crianças vadias e ainda irresponsáveis, por meio do oferecimento a elas do esporte, lazer, trabalho construtivo e escolas de diversos tipos de ensinamentos, para tanto, elaborando formas estatutárias regulamentares com a parceria, em pequenas porcentagens mensais, de loterias, bancos, lojas, firmas, fábricas e até voluntários:
Primeiro, seria difundido pelas ruas uma cartilha modesta, ou cópia Xérox, esclarecendo as vantagens lhes oferecidas e o futuro em incontáveis ramos da vida humana em que poderia destacar-se saindo da vadiagem, tal fato iria dar uma direção às suas idéias ainda complexas pela falta de um ponto em paralaxe que convergisse para o bom caminho.
Esse ângulo novo em junção com as linhas da esperança e do aprendizado ordeiro seria altamente benéfico, para tal, construindo praças modestas de esportes populares pelo centro e bairros e escolas humildes diferentes um pouco das tradicionais, quando poderiam ser usadas até residências de voluntários ou pessoas empenhadas em ajudar sem saberem como participar.
Tais providências ajudariam na reabilitação dos menores e, por via de conseqüência, defenderíamos todos nós, eventuais vítimas dessas mesmas crianças em um futuro não muito longínquo.
A continuar como estão e, sem horizontes, elas passarão a seguir a seqüência, culminando com a pratica dos crimes hediondos, situação essas que as levarão às penitenciárias que também costumam funcionar como faculdade do crime.
42—Nenhum munícipe tem condições de ter a própria eletricidade, estando, a maioria, pendentes do pagamento da mesma.
Por qual razão impostos como o IPTU ou o de Renda não são divididos, mensalmente, num total de 12 prestações anuais?
Tal parcelamento beneficiaria a todos evitando, dessa forma, ter o pagamento de tais impostos no final do ano em quantia acumulada.
Os impostos seriam estudados e inseridos nas contas de energia elétrica, praticamente acabando com os sonegadores.
43—Uma mazela para a sociedade são as cadeias e penitenciárias sem a devida segurança em áreas residenciais, não pelas prisões em si, mas, porque, quando ocorrem fugas imediatamente seguida de perseguições, os foragidos se munem de reféns nas proximidades dos presídios. Na antigüidade, as prisões ficavam nos subterrâneos dos palácios imperiais e, o presente, não é nada mais do que o prolongamento, aprimorado ou não,  do passado.
Por qual razão não se elaboram estudos para as prisões ficarem nos subsolos ou terrenos dos diversos quartéis militares, seja das polícias ou das forças armadas, onde sempre há uma guarda reforçada que fica protegendo as unidades sem quase não ter trabalho a ser realizado a não ser ficar olhando as paredes e as áreas circunvizinhanças? Não vale a desculpa de que uma prisão iria colocar em risco a segurança, pelo simples fato de ali estarem presos e não pessoas soltas a perambularem.
Todos nós, policiais mais antigos, sabemos que o que mantém o preso no cárcere não é os armamentos nem às fortificações e, sim, o “OLHO DO GUARDIÃO!”. Também não aceito a informação de que uma cadeia não pode ficar num quartel da polícia onde se encontram várias armas, porque, “soltas” nas favelas há mais armas e com mais potência do que as dos quartéis, pelo menos assim informam os noticiários. Além disso, há poucos anos, segundo fiquei sabendo, o exército confiscou todas as armas mais potentes das policias-militares, dentre elas as metralhadoras “FMZB” e “Madsem”.
Como disse no início desta algaravia, tenho a intenção de ajudar (sob censura) e de propor uma TROCA:Fico livre do que até agora escrevi e opinei, além de reclamar lamentosamente, em contrapartida:

Recebo um computador moderno com impressora e “Internet” que me será maravilhosamente útil para nele inserir mais de quinhentas poesias, vários livros e textos inéditos de minha modesta lavra, “Best-Sellers” apenas da  minha leitura e de uns escassos amigos!

O pedido se justifica por ter sido um funcionário público por mais de quarenta anos, deixando as polícias (militar e civil) no excelente comportamento, todavia, talvez por isso mesmo, apenas com os parcos vencimentos mensais. Sem querer fazer trocadilho, sou um Súplice, que, segundo o dicionário, é um adjetivo que quer dizer: suplicante que se mostra pedindo!
O título “TROCA” poderá servir para um estudo por parte de quem conhecimento desta haja de pertencer, podendo ser ampliado no sentido de que pessoas comuns da população façam outros pedidos justificáveis apresentando, também, às suas sugestões.
Talvez algum dos missivistas encontre vias de soluções para os trasbordamentos de rios, limpeza das vias públicas, filas desnecessárias, feiras livres, invasões irregulares de terras e casas, miserabilidade ostensiva de pedintes às vezes com o ludibrio, e uma série inesgotável de eventos diversificados que, muitas das vezes, teriam uma solução fácil. Mercê das idéias novas apresentadas e não catalogadas ou aproveitadas por quem, podendo, possam colocá-las em funcionamento.
Peço perdão pelo meu ousado atrevimento!
Finalizando (Ufa!), devo dizer o que a maturidade me ensinou através do aprendizado pelos meandros da vida:
“Numa nação ou país só poderá existir ordem, tão decantada em nossa bandeira, quando cada autoridade constituída se encerrar nos limites que a lei prescreve sem omitir às suas obrigações! —” Trace as idéias com carinho pondo firmeza nos traços, que a retidão dos caminhos dará segurança a seus passos. —“Se o desespero lhe atordoa, confie à idéia o seu grito, que a idéia em silêncio voa, e vai gritar no infinito!” —“A alma pode ser lama, mas, nunca alma lama será!”
Coronel Fabriciano (MG), março/2003.

(aa.) Sebastião Antônio Baracho
Cel. Fabriciano-MG. Fone: (31) 3846 6567.
conanbaracho@uol.com.br







Sebastião Antônio Baracho Baracho
Enviado por Sebastião Antônio Baracho Baracho em 06/11/2007
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Sobre o autor
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
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