Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

“SERGIO CABRAL: NÃO ADIANTA ME CHAMAR DE TRUCULENTO”

Uma visão crítica a cerca de
“SERGIO CABRAL: NÃO ADIANTA ME CHAMAR DE TRUCULENTO”

Por Cassia Gomes - Kay

Poderia analisar esse texto parágrafo a parágrafo, seria uma visão simplista ou mesmo prática. Mas o problema é muito maior do que mais um político, esboçando suas opiniões sem medo de ser feliz, hora sendo cruel, hora sendo realista.

Meu intuito é versar sobre a situação como um todo, principalmente num quesito que o Governador esqueceu a Educação e o Sistema Carcerário. Na minha humilde opinião, os dois piores.

Vamos fazer uma viagem no tempo, e recordar um fato muito instigante: DESARMAMENTO JÁ!!!!

Quem não se recorda da propaganda, quem não se recorda das manifestações?
Eu me recordo de tudo, porque fui uma das muitas pessoas que levantou a bandeira: DIGA NÃO AO DESARMAMENTO.

Há de convir, que não existia lógica, tira-se as armas dos civis, cidadãos de bem, mas não consegue se chegar à marginalidade, porque tudo que é proibido é mais gostoso, já diz um verso popular. Assim como as drogas, se a maconha fosse liberada, realmente seriam inibidos os consumidores, porque não tem mais graça.

Tanto armas quanto drogas causam o mesmo efeito moral, causam morte, desintegram famílias. Mas chegar ao ponto de dizer que favela é fabrica de marginal? Isso fere os Direitos Humanos, porque na favela também tem pai de família, trabalhador, de carteira assinada, e pasmem muitos casos existem de pessoas com nível universitário.

Pois é, se levarmos ao pé da letra o que o caríssimo Governador diz, estaremos arremetidos às comparações filosóficas: ‘Todo homem é marginal. José é trabalhador, tem família, mas é homem, logo é marginal’.

Fábrica de Marginais são as cadeias públicas, ainda que seja chocante mencionar isso. Analisem-se os casos em que um “laranja” vai para a cadeia, e mesmo sem ter culpa, sem ser marginal, convive diariamente, num ócio nada criativo, e se for criativo é para a maldade, somente ouvindo revoltas, planos e conchavos, fica lá por meses, até que está condicionado a pensar que o crime, realmente é uma vantagem. Então sai da cadeia, e eis que lhes apresento um novo marginal.
Novamente o que falta é remuneração digna, educação e vontade em reabilitar o cidadão, porque ele pode ser bandido, pode ser ladrão, mas não deixa de ser cidadão.

Fazer um elo entre legalização do Aborto à Redução de violência seria cômico não fosse trágico, ainda mais ao se embasar em fatos americanos. Onde cada estado tem sua legislação própria sobre o assunto, e nem todos concordam entre si com relação ao aborto, e muito menos a essa relação aborto-violência. Devemos lembrar que a legislação brasileira é bem clara com relação ao aborto, mesmo que exista a liberação da ‘pílula do dia seguinte’ nos postos de Saúde. Que a meu ver deveria somente ser liberada para os casos previstos pela LEI, mas segundo colegas que trabalham no SUS – Sistema único de Saúde, não é bem assim que funciona. A droga é liberada após análise das condições financeiras e de exames de sangue. Ainda assim, os abastados, podem comprar livremente nas farmácias locais, como se compra um anticoncepcional.

Acredito que para o controle de natalidade do país devesse existir um programa bem rígido, principalmente de orientação escolar, desde antes da adolescência. Assim nossos meninos e meninas teriam condições de avaliar a situação, não ter vergonha de falar sobre sexo com pais e professores para sanar suas dúvidas. E então na adolescência seria tudo mais fácil, menciono a adolescência por ser o período onde mais e mais meninas engravidam e isso não tem nada a ver com classe econômica, ou bairro residencial.

Isso se chama educação, isso é base. Um povo educado tem mais consciência, e consequentemente mais responsabilidade, e consequentemente cuidado com as suas ações.

Num país educado, o índice de violência é menor, o índice de mortalidade infantil e o índice de famílias numerosas ou gravidez na adolescência idem. Sem contar a falta de necessidade de se ferir um direito constitucional, o direito à vida.

Fossem cumpridos os direitos constitucionais, à risca, nada do que o caríssimo Governador menciona existiria. Se aos policiais, que são responsáveis pela nossa segurança fossem remunerados no seu merecimento, não se instalaria a corrupção, o desvio de armas.

Muito é recolhido em impostos e muito revertido para educação e saúde, agora eu me pergunto o que realmente é feito com esse dinheiro, porque não vejo investimento na educação e muito menos na saúde.

Enquanto isso, em qualquer governo, porque nenhum é santo, dá-se ao povo vales, bolsas e diversão: PAN, FUTEBOL, CRISTO como maravilha do mundo, Carnaval, Feriados incontáveis. E o povo finge que está tudo bem, e o governo finge que governa e a miséria assola dia a dia o cenário nacional, fazendo com que o poder de compra do trabalhador caia mais e mais, e seja alvejados todos os dias com milagres momentâneos de empréstimos e novas promessas.

Agora pergunto eu: em que artigo penal pode ser enquadrado esses ‘marginais’?

E a vida continua...
Kay
Enviado por Kay em 01/12/2007
Código do texto: T760504

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Kay
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 47 anos
198 textos (18921 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 07:33)
Kay