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O LEGISLADOR... EMPÍRICO!

Os ilícitos penais se encontram num crescendo assustador, ao ponto dos motivos pouco influírem na prática deles, não há mais “freios” suficientes com o fito de paralisá-los ou mesmo lhes reduzirem a velocidade atropeladora ao avançarem sobre as pessoas ou aos seus bens materiais.
Justiça corregedora, policiais, moral, religiões, estudos superiores, emprego, lazeres, turismo interno ou externo, leis, clima, penitenciárias, transportes em geral, algemas, prêmios e castigos, testemunhas falantes ou mudas, provas técnicas ou testemunhais... Todos esses vocábulos estão se volatilizando ou sendo relegada ao ridículo, quando são colocados como “tranca” para a contenção dos delitos hediondos praticados pela marginalidade da nossa sociedade, dita racional. As nossas avenidas e ruas movimentadas estão se transformando em palcos e, os becos, lupanares e vielas, em coxia para os bandidos cada vez mais intrépidos e desafiadores.
Em tempos, que ainda não se extinguiram totalmente da nossa memória, dificilmente um delito qualquer era cometido sem um motivo relevante para o autor: Os templos e às religiões com os seus membros eram respeitados e às famílias... Também! Os menores não eram seviciados, prejudicados e/ou usados quando da prática criminosa. Às mulheres, principalmente as jovens e senhoras, eram respeitadas e acatadas. Os velhos podiam, tranqüilamente, passear e pousar nos bancos dos jardins sem serem importunados. Os trabalhadores transitavam livremente da residência para o trabalho e vice-versa. As moças e os rapazes trocavam “flertes” pelas ruas e avenidas passeando de mãos dadas pelas “capistranas” ou locais telúricos de encontros respeitosos sem serem importunados, quando isso ocorria, vinha de alguns embriagados que, imediatamente, eram retirados pelos amigos ou levados pela polícia para a casa ou para a cadeia, os soltando tão logo passasse o estado etílico dos assim conduzidos.
Se continuar nessa linha de raciocínio, estarei sujeito a ser denominado de saudosista, do que muito me orgulharia. Entretanto, o passado não tendo dado base ou estribo para um futuro mais fraterno, pelo menos, poderá nos servir de fonte de consultas ou ponto de apoio para que possamos modificar o nosso presente grávido do futuro que virá de nós, se ignorarmos totalmente o passado acabaremos por dele recebermos os erros ou às suas seqüelas.
Nos tempos, ditos modernos, pouco a pouco, os homens e as mulheres foram se esquecendo da construção da sociedade mais irmanada aos bons costumes e a solidariedade, e se embrenhando nas vertentes do capitalismo exploratório, antes, com fulcro no bem estar para todos e, atualmente... Selvagem! Só visando lucro sobre lucro para quem o domine e o use como massa de manobra política ou social, todavia, com dividendos apenas para o possuidor do domínio comercial e para a acumulação de novos lucros.
Os trabalhadores pobres e honestos?
Continuam dando os seus trabalhos e suores recebendo parcos salários, sendo projetados para o rés-do-chão da vertente e, pior! ...sendo vertidos!
Os desonestos, pobres ou ricos?
Fugindo da moralidade, da família e da religião e se chafurdando na lama da vaidade e da ambição, escorregando na enxurrada da imundície dos direitos sem os deveres. Todavia, se agarrando às raízes das sobras dos espoliadores, usufruindo os restos dos mais corrompidos, pisando nos honestos incautos e subindo aos poucos para o cimo do monturo de dejeções sem labor. Alguns sucumbem empurrados para baixo pelos mais espertos, outros, se aliando rastejantes e recebendo restingas do lucro fácil, acabando por serem aceitos como braços armados dos que estão em patamares mais elevados da lixeira humana. No meio dessa labuta inglória por não terem os valores mais comezinhos da moral envolvidos no “casulo” de legalidade, está o Estado que tem o dever de proteger a todos os bons e os maus, apenas os separando e dando um destino justo a cada um que o esteja merecendo.
Depois da guerra da Alemanha, explodiu a devassidão, onde o Mercado falava (e fala) mais alto nas “platéias dos absorvidos”. Ora, dando razão e vazão ao ato espúrio da apropriação indébita dos bens e valores pecuniários e morais, os coletando nos seus cofres de poderosos sem a partilha justa com quem os ajudara a amealhar o vil mental, todavia, arrotando jactância de que os fins justificam os meios e que quem manda pode mais. Ora, calcando as botas de cima para baixo em desfavor de quem procure lhes seguir os passos, trafegando pelas vicinais não demarcadas ou liberadas por eles.
Diariamente e, passo a passo, do corpo dissoluto do ente gerador de tais apropriações enxovalhantes e que não admite o crivo ou o cinzel da justiça e da distribuição eqüitativa dos valores materiais e, dificilmente, morais, Apareceram às “Berrugas” como que, tendo vida própria e componentes embrutecidos divergentes do corpo de onde surgiram aleatoriamente sem permitir o controle de ninguém, nem do corpo onde se apóiam, exploram e pendem endurecidas ou flácidas.
Aceleradamente e, continuamente, no pós-guerra, vieram os “Hippys” e, no meio deles, novamente... As Berrugas! Essas excrescências vêm desde o início da humanidade, onde só havia um casal e um par de filhos, com um irmão assassinando o outro por motivo fútil, tal crime de sangue ocorreu, na época, em um quarto dos racionais e, já era a... “berruga” atuando!
Apesar de Deus, com o dilúvio, ter inundado a terra só deixando sobre ela menos de uma dezena de seres humanos, esses, paulatinamente e desordenadamente, foram se multiplicando, contudo, as “Berrugas” seguiram a mesma média maléficas.
A continuar, poderei ser cognominado de ateu, o que não é o meu caso, entretanto, com o presente intróito, duas circunstâncias me vêm a mente, a primeira, é que Deus, Javé, Melquisedec, Alá ou o “Arquiteto do Universo”, criou a Terra como se fosse uma penitenciária de castigo, Abismo dos bons e dos maus ou, purgatório para a separação do “trigo do joio” visando a nossa recuperação moral e, a segunda hipótese, é a de que Ele permite o Mal e os Maus, inclusive alastrante, como vem ocorrendo ultimamente, visando que, cada um de nós, utilizando o livre arbítrio nos dado por Ele, saibamos anular às ações das “Berrugas invasoras” sem, no entanto, destruí-las, para tanto, acabando com às más ações delas, residentes no nosso corpo terráqueo, ocasião em que elas, apesar de ficarem em simbiose conosco, não tenham o comandamento para o deslize à caminho dos atos maus, dessa forma, sendo apenas protuberâncias inertes e não nefastas a nós ou aos nossos irmãos de jornada pelos caminhos da vida.
*
FALAR? ... Até os animais irracionais o fazem, no entanto... DIZER! É preciso ter conteúdo! De nada valeria este meu adjetivado e modesto texto se, com ele, nada pudesse tentar modificar a favor de todos nós, assim acontecendo, tudo o que inseri nestas passarelas de páginas e folhas acabariam sendo um palco de insetos e a caminho do amarelecimento de um papel que nada refletiria, porém, quem se atreve a ser literato, legislador ou intelectual, partindo de um parco saber apenas com lustro empírico e tendo pouco tirocínio escolar, tem a obrigação de DIZER e não de apenas... FALAR!
Dessa forma, de maneira um pouco (talvez muito) incapaz e neófita, tentarei apresentar algumas idéias e soluções visando diminuir os índices criminais, pelo menos os hediondos, bem como, a suplantação da luz em direção das “Berrugas” que, às escuras e sem a conivência dolosa ou culposa, acabarão por se transformarem em meras protuberâncias inválidas e sem atuação distribuída contra todos nós, inclusive aos seus portadores ou fornecedores.
Relacionarei, a seguir, o que penso a respeito, sem ordem cronológica ou de importância:

01—Os educandários, ao em vez de dividirem os alunos em períodos ou “anos escolares” para ser instruído, passar a educá-los, preferencialmente, por misteres a que se submeterá, no futuro, para sua subsistência, evitando, assim, que determinados alunos que venham a ter as profissões de panificadores (por exemplo), ficarem sujeitos a matérias que pouco lhes servirão no trabalho, ou seja: binômio de Newton, álgebra, desenho etc., matérias essas, que deveriam ser ministradas em segundo plano ou como conhecimento geral com referência as aludidas profissões de padeiros.
Os alunos, egressos dos primeiros anos escolares ou do “básico”, deveriam preencher um fichário, com a ajuda dos seus genitores ou responsáveis, onde constarão a profissão, ou profissões, que entenderem seguir no futuro, dessa forma, ficariam, a cada ano letivo, matriculados na série condizente que poderá ser aglutinada pela administração do educandário, por exemplo: Pedreiro, servente, construtor de obras, ladrilheiros etc.. Ou, Policial, militar, vigilante em geral, policial civil e militar, judiciário, investigador particular, guarda-costas etc. e, muitas outras, inclusive saúde em geral e outras.
De uma coisa eu tenho a certeza, apesar de ter tido poucos anos escolares (sou autodidata), cerca de 60% do que aprendi, às vezes sem apreender, em cerca de 50 livros escolares e com os professores, eles por dever de ofício de ensinar (ou tentar), se perderam nos escaninhos da minha memória por desuso no tocante a minha profissão de militar e policial, daí... Os maus policiais (por culpa e não dolo), os maus engenheiros, médicos, e, até professores etc..

02—Agilizar os serviços policiais no tocante às desnecessárias, repetitivas e prolixas ocorrências relatando às práticas de delitos, às quais é um aglomerado de elos perdidos, ou seja: O policial militar elaborar uma extensa ocorrência colocando (ou não) o conduzido na cadeia ou o levando para o delegado, antes, fazendo entrega da ocorrência para o seu superior imediato registrá-la, do chefe dele ela vai ao delegado de polícia, daquela autoridade a ocorrência chega ao cartório, onde, todos os referidos nela são ouvidos. Da Delegacia vai o inquérito para a justiça e, lá... Fazem tudo de novo!
Bastaria o policial, que primeiro chegar ao local do crime, escrever os nomes dos agentes e das testemunhas e a tipicidade do crime cometido (no entender dele). Acabando, assim, com a descrição enfadonha dos fatos que, em seguida, serão colhidos em cartório à viva voz das pessoas relacionadas pelo policial, com isso, a guarnição teria maior tempo para atender a outra necessidade da presença deles no combate ao crime. Acreditem, há ocorrências que fazem os PMs perderem mais de quatro horas apenas para às completarem!

03—Diminuir, por lei, os inúmeros cargos ou graus de superioridade nas duas policias e até na justiça pública, aumentando os quadros dos que estão no policiamento das “ruas” e em contato corregedor e coercitivo contra o crime e os criminosos.
O excesso de postos, graduações e classes estão servindo (na atualidade) praticamente para a “continência”, e obediência, às vezes cega! E, entre essas “portas e janelas”, às quadrilhas se infiltram, ora, com armas em punho, ora, com a verbosidade mascarada de que é honesto sem nenhuma moralidade comprovada ou possuidora, simplesmente, se aproveitando do fato de muitos “superiores” e de postos elevados não terem a convivência com as “ruas” e às suas nuanças de policiamento ostensivo ou investigativo, por isso e, com isso, às vezes acontecem fatos velados e até hilários, tais como:
“O que é isso moço? Eu sou é sargento músico, não é de minha obrigação prender àquele elemento!”
“Aqui é a delegacia de furtos e roubos, esse caso que você está me contando é da delegacia de homicídio, vá até lá e eles o atenderão!”
“Ligue 190 que o plantão acionará a rádio patrulha, eu sou oficial (ou delegado), não posso identificar àquele indivíduo que você está me apontando como um contumaz ladrão”.
E muitas outras situações análogas.
Com as modificações referenciadas, haveria mais dinheiro para os cofres púbicos a serem utilizados em outras aplicações, inclusive na justiça e polícias, com isso, teríamos mais policiais policiando as ruas, mais disciplina em razão de, com poucos chefes, às ordens chegariam mais claras e sem a “válvula de sufoco” de algum eventual “superior” acobertar falhas forçando de cima para baixo transferindo responsabilidades e, principalmente, menos bandidos soltos e... Menos grades cercando os ricos e suas casas mas, delatando para os meliantes a existência de dinheiro graúdo dentro delas.

04—Acabar com as penitenciárias, inclusive às de segurança máxima ou modelo.
Justificativa:
(a)—Com as penitenciárias não transmitindo ou forçando a idéia de penitência e, sim, de “faculdade do crime”, elas perderam à sua razão de ser e de estar!
(b)—Com o “Mal” ficando de conluio reunindo presos condenados recuperáveis com os epidermidos, o que, na verdade, está acontecendo é a assimilação diuturna dos maus costumes e o aumento do número dos praticantes dos crimes hediondos, com a convivência dos “mais ruins” com os “menos maus”.
Sugestões:
((a)—Com a venda das extintas penitenciárias e análogas, fazer cadeias em outros locais, tais como:
Ilhas marítimas ou pluviais, embaixo ou ao lado dos quartéis, inclusive das forças armadas, delegacias e partes de “quarteirões fechados”, bem como, após estudos estratégicos e de segurança, nas... Favelas!
(b)—Sem acabar com as grades, cimento armado, armamento pesado, cercas eletrificadas, etc. dar mais valor e condições a inteligência e o “Olho do Guardião”. Se o guarda, carcereiro ou outra denominação preferida estiver, durante o seu turno de vigilância aos presos, sempre de olho neles catalogando na mente às suas diversas posições, comportamento, agressividade, passividade ou reuniões. É quase certo ser impossível uma fuga, um motim ou posse de reféns, para isso, dando o alarme a todo o instante da sua observação em que notar algo destoante das normas carcerárias e comportamentais. Os nossos olhos. Interligados à mente são milhares de vezes mais eficientes do que a parafernália cibernética de vigilância eletrônica, exatamente por ter a inteligência atuando nas suas funções de observadores, com a capacidade de tomar as decisões sem a necessidade da programação digital ou automática. Com isso, muitas fugas não poderão ser planejadas ou efetuadas se o olhar honesto e atento do guardião estiver focalizado nos presos naqueles momentos do início de tais ilícitos, inclusive os motins.
(c)—Todos os reclusos deveriam ter um traje, corte de cabelo ou outro sinal qualquer, inclusive, pulseiras que não os machuque, para serem identificados no tocante ao delito por eles praticados, sua periculosidade, reincidência etc., com isso, o trabalho do guardião seria facilitado, principalmente, se ele observar às constantes reuniões dentro das celas ou “pátio de sol” dos criminosos epidermidos, reincidentes ou praticantes de crimes hediondos, passando a observá-los mais atentamente sem se esquecerem dos demais, e até proibindo às suas reuniões constantes conversando em murmúrio.
Os guardas não deverão ficar todos juntos nas guaritas ou nos patamares mais altos, tendo como praxe a vigília com os olhos, bastará um número reduzido interligados com outros mais afastados por meio de campainhas ou rádios, onde seria repetido o alarme dado pelo vigilante com mais proximidade dos presos. Isso, para evitar que, externamente, até por helicóptero, sejam abatidos facilitando uma fuga anteriormente planejada e não detectada.
Com os presos sendo controlados pela visão dos guardas, eles estarão, realmente, em penitência ou se reabilitando, pois, o poder maior eles não têm que é o da liberdade plena.
Se houver possibilidade, em uma capital ou cidade de maior densidade populacional, até as cadeias poderiam ser separadas por tipicidade dos crimes cometidos, quando do recolhimento dos presos.

05—Com a agilização dos trabalhos afetos aos policiais ao acabarem com a elaboração escrita ou computadorizada. Das ocorrências prolixas redigidas pelos primeiros policiais que chegarem aos locais de crimes. Bem como, com a redução (ou transferência) de postos, graduações e classes e o conseqüente aumento dos quadros dos que praticam o policiamento ostensivo e investigatório, além do término repetitivo de tomadas de declarações e depoimentos feitos na polícia e na justiça, SERIA O MOMENTO DE MODIFICAR O PODER JUDICIÁRIO DA SEGUINTE MANEIRA:

(a)—Desmembrar do Fórum, colocando em anexo, à Ordem dos Advogados (OAB) e os juizados de Pequenas Causas.
(b)—Os Promotores, como fiscais das leis, manterem com eles um policial, civil ou militar, para servirem de ligação entre a promotoria e às delegacias de polícia e os quartéis dos PMs, isso, sem nenhum comandamento excessivo nas emissões (promotoria) ou na recepção (Delegacias e quartéis) e, sim, como um tipo de estafeta/ouvidor e informante, assim evitando que o promotor, o delegado ou o oficial comandante, tenham que se deslocarem varias vezes por dia para o intercâmbio das suas funções, tais auxiliares teriam, também, a função de receberem os inquéritos e correspondências destinados aos fóruns e, vice-versa, dando recibo nos livros cargas, com isso, evitando que os policiais das delegacias sejam desviados das suas funções especificas, perdendo tempo no deslocamento até o Fórum e o retorno.
(c)—Efetuar entendimentos com o Estado ( ou com a lei) para que a maioria dos escrivães fiquem nas delegacias de polícia ou nas varas criminais dos fóruns, evitando, dessa maneira, a duplicidade de tomada de termos de declarações e depoimentos de indiciados, processados, vítimas e testemunhas.
(d)—Mesclar os peritos da justiça com os da polícia para evitar laudos discordantes, porém, dando aos acusados as oportunidades de discordarem contratando peritos particulares, com a decisão final das aceitações (ou não) dos laudos cabendo ao MM. Juiz.
(e)—Reestruturar as Juntas de Reconciliações e Julgamentos, da forma como elas vêm ocorrendo na atualidade, ou seja: com as partes litigantes, defensores e promotores sob a direção do juiz, para o seguinte: Às partes em litígio, com os seus representantes, testemunhas, promotores e escrivão, se reunindo em torno de uma mesa, tentando encontrar um entendimento que venha a por fim ao litígio e o conseqüente prosseguimento do processo, caso ocorra o acordo, os papéis, devidamente assinados, seriam levados ao juiz que decidiria aceitando ou... Condenado uma das partes! Como vem sendo feito, com o juiz sempre estando presente e dirigindo a junta, ele está perdendo a maior parte do seu tempo de trabalho em prejuízo de outros misteres mais importantes, às vezes, até por um desentendimento de desvio de uma cerca, água ou de casais!
Se as Juntas se reunirem sem o meritíssimo, Ele poderá dar andamento mais célere a outros misteres culminando por desacumular o enorme número de processos lhe distribuído e em andamento.
(f)—Dever-se-ia enxugar algumas classes dos fóruns e tribunais a exemplo do que foi opinado com relação aos policiais, nos fóruns também tem cargos e funções que poderão ser substituídos ou aglutinados, tais como: Escreventes, recepcionistas, porteiros, leiloeiros, vários oficiais de justiça, mapista, balconista, protocolista, telefonista, mimeografista, faxineiros em geral, vigilantes, arquivista (muitos deles oficiais). No meu modesto entender bastaria:
—Um juiz de direito para cada vara, nomeando-se, em rodízio, um deles para diretor administrativo do fórum.
—Um promotor para cada vara.
—Um escrivão em cada vara.
—Um contador geral do fórum.
—Apenas um titular oficial de justiça.
—Um chefe de serviços gerais (Telefonia, ascensorista, faxina, vigilância etc.)
Os demais, todos seriam auxiliares! Podendo, inclusive, ocorrerem permutas de uma vara para outra e de uma vara para a sessão de oficial de justiça. O número dos auxiliares  em cada sessão seria o necessário para o bom desempenho e a agilização dos trabalhos. Tais modificações ficariam a cargo do Juiz diretor de comum acordo com os demais juízes das diversas varas e acabariam com os “corpos estranhos” prestando serviços terceirizados à justiça. A segurança do fórum ficaria restrita ao seu interior, ficando a PM responsável pela parte externa, o pagamento das horas extras para os auxiliares incumbidos da vigilância noturna diária, ficaria à cargo do Estado ou da dotação própria da justiça, com isso, garanto que haveria economia para o erário, mais rapidez dos trabalhos em geral, em razão da cada fórum estar funcionando com os seus funcionários concursados ou mesmo contratados de outras instituições estaduais.

06—O policiamento ostensivo fardado:

—Retornar as duplas “Cosme e Damião” e colocar às Rádios patrulhas em locais de destaque e de fácil acesso, prontas para atenderem as duplas e com elas mantendo contato direto via-rádio.
Justificativas:
—As duplas “Cosmes e Damiões”, no passado, foram eficientes prevenindo os crimes ao mesmo tempo em que tinham mais mobilidade nos setores predeterminados para elas, além de praticarem relações públicas unindo a população ordeira com a polícia por elas representada. Com as rádios patrulhas em patrulhamentos constantes, não existe o contato próximo com o cidadão, além do fato dos bandidos, tão logo a viatura passe, muita das vezes com as sirenes ligadas, ocuparem o espaço por ela deixado para a prática de crime de todas as tipicidades e, apenas, com os ouvidos atentos às sirenes ou ao barulho dos seus motores. Com tais duplas não há crime que se inicie sem que elas o percebam e atuem de imediato.
—Dividir a comunidade em quarteirões ou setores de policiamento constante, lá colocando os “Cosmes e Damiões” e uma RP de prontidão com uma regular distância deles. Quanto mais antigos se tornarem os policiais na área de abrangência deles serão de maior valia para a sociedade, em razão de ficarem conhecendo os freqüentadores suspeitos ou estranhos no setor, seus becos e vielas, bares etc. Dentro de cada setor as duplas poderão se permutar dentre elas no tocante aos itinerários de policiamento para evitar a nostalgia seqüencial, todavia, só um policial de cada rodízio para evitar desorientação total do ambiente de trabalho. De quando em vez, um policial mais antigo ou graduado, faria uma inspeção corregedora de alguma falha da dupla (bebidas, distração, mulheres etc.), contudo, apenas censurando verbalmente para não empanar o “brilho” da dupla que praticar um deslize pequeno e reparável.
—As polícias secretas (P/2 e PM/2) terão atualizado os seus arquivos de suspeitos de cada quarteirão ou setor de policiamento das duplas, às quais, em cada turno de trabalho, deverão ser informadas à respeito para ficarem prevenidas e agirem tão logo pressintam a necessidade de atuarem.
—Com a cidade dividida em setores, acabariam com os patrulhamentos especiais de clubes, campos de futebol etc.. No meu entender, como já disse quem cobra ingresso é quem deveria ter a sua vigilância interna e não o Estado, ficando os PMs mais reforçados em número quando dos eventos esportivos (ou outros) e para receberem os “presos” que os clubes, através da vigilância interna, os entregar, os liberando ou chamando a Rádio Patrulha mais próxima para a condução até a Delegacia. Determinada pessoa presa ou detida por uma dupla que esteja mais afastada deverá ser repassada para a dupla mais próxima até chegar à rádio patrulha no caso de não a convocarem pelo rádio.
—O policiamento das favelas ou de locais de grande densidade criminal deverá ser efetuado por um agrupamento de duplas com cada um, preferencialmente, vigiando e protegendo o parceiro. Dessa forma, todo o conjunto estará protegido e, sempre, com as duplas da vanguarda passando os detidos e/ou presos para a dupla imediatamente atrás delas, até a viatura no perímetro do local em que estiverem desenvolvendo a ação policial militar ou civil.
—As sedes dos pelotões ou companhias dos PMs serão as destinatárias eventuais dos conduzidos e da ocorrência já simplificada. Recebidos os presos e as ocorrências, eles serão de imediato, entregues ao delegado de polícia mais próximo do local das suas prisões.
E muitas outras modificações ou situações que terminariam por fazer a redução dos crimes para um nível suportável, entretanto, tendo por base a inteligência interagindo com a voluntária ou coletiva vontade de servir a comunidade, com um ou vários servidores operantes. Estando o crime se organizando e se armando ao máximo, não podemos ombrear com ele usando a truculência e armamentos mais sofisticados, o melhor a fazer é nos dividirmos e cercá-los por todos os lados como o fez “Aníbal” na Antigüidade, pois, a nossa aparência de fragilidade é, na verdade, uma corrente poderosa de duplas com um elo de cada uma delas protegendo o outro, sendo protegido e protegendo ao cidadão honrado e ordeiro, é como se fosse uma alavanca parecendo frágil em relação a um grande rochedo, contudo... O movendo do lugar e o projetando num abismo ou... Na prisão! (nunca penitenciária!).

07—Policiamento investigativo:

Considerando-se que tenha ocorrido a diminuição das várias classes ou tendo sido aglutinadas às necessárias, o policial civil deverá:
—Investigar todos os crimes levados ao seu conhecimento ou que deles haja de pertencer à elucidação, para tanto, colocando em campo os seus policiais gabaritados para tais misteres. Entretanto, sem as ostentações das viaturas com inscrições policiais visíveis e destacáveis, sirenes, coletes salientes e com inscrições de “Polícia”, pois, tal amostragem lhes tira o anonimato ante aos marginais, ora, os colocando em fuga, ora, sendo alvos deles ou, colocando em “panos furados”, toda a investigação que devam executar. Infiltrarem-se no meio dos bandidos, bandos e quadrilhas, todavia, com às suas armas de fogo e de defesa totalmente escondidas, bem como, a sua identidade que, por exemplo, poderá ser escondida no tacão da bota ou nas axilas em condições de jogá-la fora em caso de necessidade para não atrapalhar a investigação pretendida; efetuar às investigações, à exemplo dos militares, por duplas, às quais,  poderiam ter a denominação (interna) de “Cano e Cana”, “Rômulo e Remo”, ou “Sereno e Tempestade” etc., agindo no sistema de “Anjo bom” e “Anjo mau” sem praticarem, no último caso, a maldade, todavia, atuando como a barata que sopra enquanto fere, ou seja: um deles fingindo ser amigo e estar ajudando o suspeito e, o outro,  parecendo ser um carrasco com ameaças verbais de punição imediata. Acreditem, muitos crimes são assim solucionados!
—Trabalhar todos em conjunto auxiliando e sendo auxiliada pelos peritos, legistas, a orientação e até a presença dos delegados.
—Na fase dos inquéritos, se preocuparem com os deslizes ou contradições declaradas pelos indiciados e vítimas (se esta sobreviver), fazendo a verdade aflorar límpida e condizente ao fim proposto do inquérito, para tal, esquecendo ou arquivando a violência e exercitando a inteligência visando colocar em “pratos limpos” a verdade plena que o declarante ou depoente esteja tentando mascarar. De uma coisa tenho a certeza e a maturidade: Mentir é muito mais difícil do que falsear a verdade ou omitir a veracidade dos fatos!. O cidadão que está mentindo deixa transparecer ao observador atento vários sinais da sua preocupação em sonegar informações ou mentir, ele fica esquivo, às vezes, violento ou passivo por demais, não encontra lugar para colocar às suas mãos e os pés, os seus olhos (espelho do seu interior) ficam esquivos, a sudorese o importuna e, vários outros sinais, basta o policial inteligente catalogar essas manifestações, analisá-las e tocando no “ponto” correto do que tem conhecimento em parte e que o declarante ou depoente tenta esconder no total, ou dissimular, acabará conseguindo a confissão ou o depoimento pretendido e eficiente para a elucidação do crime, por outro lado, se utilizar a violência, duas coisas acontecerão, a primeira, dará força de resistência ao declarante que, tomado pelo ódio em razão dos maus tratos recebidos, terá como se robustecer na mentira passando-a a renitente e como a sua única defesa, a segunda, Ele capitulará e dirá o que o policial quer saber e da forma que ele queira que declare, contudo, quando na Justiça, a tudo negará peremptoriamente alegando ter sido forçado a dizer como o fez e assinou. O Policial pode saber muito do inquérito do qual está atuando, contudo, “não é o dono de toda a verdade” e, muita das vezes, não esteve presente no palco dos acontecimentos (local do crime) como a pessoa à sua frente esteve, dessa maneira, uma confissão “forçada” pode acabar por levar um inocente para a prisão e, pior! Deixando o verdadeiro culpado livre para cometer outros desatinos:
“É preferível dez culpados livres a um só inocente preso!”.
—As trocas de experiências investigativas entre os agentes policiais civis seriam muito mais valiosas do que os tradicionais encontros esportivos ou de lazeres ao redor de uma churrasqueira, muito embora um não exclua o outro! Todavia, à cada investigação de sucesso, a equipe que a praticou deveria ser colocada frente a frente com os demais colegas (subordinados, iguais ou superiores) e relatar-lhes as minúcias do evento vitorioso. Um observador atento pode afirmar que, neste nosso mundo, às “coisas” quase sempre se repetem, só os agentes (ativos ou passivos), os locais, dias e horários é que se modificam em cada caso. Assim, trocando idéias férteis, elas ficarão no resguardo ou escaninho do cérebro dos ouvintes, quando, nas investigações de eventos parecidos, elas surgirão! Com isso, novas vitórias viriam em desfavor dos criminosos, coligados, ou não!
—O “intermediário” entre às polícias e a promotoria colocaria o promotor a par dos trabalhos e seria mais fácil o atendimento dos pedidos de prisões preventivas ou temporárias, que seriam solicitados pela autoridade policial à judiciária.
—Acabar com a circunstância atual prevista em lei de que o delegado colhe às declarações e os depoimentos ditando-os para o escrivão que apenas os datilografa, digita, lêem e assinam, em razão disso não estar ocorrendo há anos, ficando a autoridade policial apenas comandando e decidindo com o cartório fazendo a oitiva, praticamente sozinho, portanto...Contra a lei !. Em muitas delegacias o carcereiro faz serviços de detetive, escrivão de perito, perito de detetive etc. com a diminuição das classes diversificadas e o conseqüente aglutinamento das várias funções, essas irregularidades serão sanadas.
Não vou continuar “martelando nessas teclas” para não ser considerado um delator, contudo, os meus quarenta anos de trabalhos no exército, polícia militar, polícia civil e justiça pública, me deram a maturidade suficiente para ver “entre linhas” e, também, fazer escorrer em minha couraça os desatinos praticados por quem tinha (ou tem) a obrigação (dever) de não os praticar. Aos poucos e, passo a passo, por isso e com isso, passei a entender o seguinte:
—O Estado, com honrosas e minguadas exceções, dá o “Homem e empresta o nome!”, com isso, muitas das vezes, não coloca o servidor certo no local apropriado e produtivo.
—Os bandos e quadrilhas estão sendo organizados e se armando seqüencialmente e em acréscimo diuturno, e se infiltrando nos meandros e “treliças” das diversidades de postos, graduações, classes, cargos etc., onde, à cada promoção, nada é retornado aos imediatamente abaixo nos degraus inferiores com relação a um ensinamento mais aprimorado e, principalmente, solidário com o dever e contra o crime em geral, é quase comum os seguintes termos de um superior ao subalterno :
“Eu sou seu chefe! Você, sendo um soldado (detetive), tem que ser superior ao tempo e dar tudo de si – Faça o que mando e guarde o que sabe !”
“Você, sendo graduado ou soldado, não pode praticar esportes junto comigo ou freqüentar  locais de lazer onde eu estiver!”
“Bandido tem é que morrer! , porém, quase sempre, não esteve (ou está) frente a frente com os marginais, nem sabe das circunstâncias que levaram-no ao crime.”
“Aqui é da Delegacia de Tóxico e Entorpecente!... o seu caso é na de Homicídios!”
“Jogue fora esse cigarro! Fumar na presença de superior é infração grave”
“Eu sou um juiz! Não posso falar com as partes!”, no entanto, fora do fórum, fala com qualquer um que lhe dirigir a palavra, pois, sendo formado, autoridade e educado, não pode “estrilar” sob as vistas e observações dos demais passantes ou presentes.
“Eu sou um promotor e fiscal das leis e das policias!”, no entanto, muita das vezes, nem conhece os meandros das organizações a que se ufana de fiscalizar—Duvidam? Então pergunte a maioria dos senhores promotores o que é escudete do fuste, quem manda mais: um aspirante o segundo tenente ou um subtenente, escrivão ou inspetor, primeiro sargento ou terceiro sargento, detetive I ou detetive III, carcereiro ou soldado de guarda de cadeia, “solo gato tupi”, “cruz bala”, “cardeal” etc.
Se continuar nessas minhas informações acabarei sendo punido disciplinarmente pelos meus superiores, neste país em que o aposentado é relegado ao que o termo diz, ou seja... Aposento! Contudo, para me punirem, teria que me retirar do meu “aposento” e me enviarem preso para um quartel ou delegacia em prisão especial, muito embora tal “prisão” me leva a crer que “Eles” estariam cometendo o crime de invasão do meu “aposento para onde fui mandado pelo Estado”.
08—As nossas Leis:

Há muito tempo tenho estado decepcionado com as nossas leis vigentes e com as que se foram só não as acho totalmente obsoletas ou inconseqüentes em razão de ser, como eleitor, um dos responsáveis pelas suas edições e, também, por entender que “quem pode mais... pode menos!” , entretanto, tem uma longa distância entre “poder” e “saber” , onde, “poder” os ricos, doutores, fazendeiros, bancários, políticos, bandidos, religiosos etc. o têm, todavia...”saber!” é preciso conteúdo, inteligência, maturidade e muitos outros adjetivos qualificativos : ter “poder” não é sinônimo de “saber !”.
Fico envergonhado quando tomo conhecimento de que uma constituição, leis, decretos, estatutos, leis orgânicas etc. são publicados com o fecho de “cumpra-se”, quando, a bem da verdade, os ditames anteriores não foram integralmente cumpridos ou seguidos, para mim, é como se colocassem argamassa de cimento num lodaçal, colher água numa peneira ou... Colocarem uma venda num cego na beira de um abismo sem um bordão sequer, tal venda de nada serve para ele, mas, os legisladores, ao em vez de lhes darem uma bengala para o desvio do precipício, fingem estar resolvendo o seu problema e lhe dando proteção, ao final, estão enganando a si próprios, tais leis mal feitas acabarão como uma “Espada de Démocles” lhes atingindo a cabeça e a credibilidade, por isso, deviam se recordar de que a primeira vítima da guilhotina foi o próprio inventor dela.
Temos tantas leis nesse nosso Brasil que elas estão dando alimento e dando subsídios e alimentando “às chamas” dos malfeitores mais organizados em quadrilhas que, ante as suas falhas, se locupletam diuturnamente até sem a ajuda dos advogados.
Vou, novamente, me expor a receber alguma punição e dar mais algumas opiniões, pára, pelo menos, no meu entender, diminuir algumas dessas distorções:
—Que às Câmaras, Senado e o Congresso, ao se reunirem para a preparação de uma Lei, o façam colocando em sua elaboração inicial, Senadores, Deputados e Vereadores que entendam plenamente do assunto a ser elaborado, para, ao final, ser votado pelo plenário em seu todo e sancionada pelo poder Executivo. É difícil acreditar que, por exemplo, uma Lei sobre o garimpo e seus derivados seja discutida, preliminarmente, por legisladores cheios de diplomas, medalhas, médicos, cientistas, advogados etc. mas, que pouco ou nada entendam de garimpo, em determinado momento, tal diplomado emérito poderá fazer inserir em tal lei que  “o córrego tal “ é oriundo de dois rios, ou que às formações do diamante denominadas de “canelas de velho” são enfraquecidas e  podem ser restauradas com “cálcio”, ou que o “trotil fundido” poderá ser adequado para acender fogo sobre uma pedra que não se esfacela com a dinamite e, muitos outros absurdos inconseqüentes que, aprovados e não sendo corrigidos pelos colegas realmente entendidos de garimpo, acabará sendo uma das leis que, pouco tempo depois, tenha que ser anulada ou trocada por outras.
—Extinguir Leis absurdas que nenhum objetivo real ou útil tenha para a sociedade em um todo, dentre outras, tais como:
- Superior não mente!
- Faltar com a verdade! Sem ter nenhuma comprovação lídima e pura do que seja a “verdade” invocada.
- Leis em que não há punição para os dito superiores! (Certa feita, sendo perseguido por um chefe, ele estando errado, não encontrei nenhum artigo na Lei Orgânica que pudesse me estribar para reclamar do meu Delegado).
- Na imprensa, quase que de um modo geral, quando um agente ou autoridade constituída comete um delito grave ou até mais ameno, o seu rosto é estampado para todos verem, no entanto, em sua maioria, quando um criminoso, inclusive irrecuperável ou hedionda, é preso, o seu rosto está sempre velado para que não possa ser visto. Se há alguma lei dando amparo a essa divergência grave ela é absurda e discriminatória, no meu entender, todos deveriam ser visto por todos, até por uma questão de uma melhor apuração do delito praticado e por segurança onde, os assistentes, vendo o rosto do conduzido, poderá se comunicar dando mais subsídios para a apuração do fato criminoso, ou, sendo o bandido colocado em liberdade a sua fisionomia ficará retida na mente de quem o viu ou o conhece e, poderá, mais adiante, vendo-o em atitude suspeita, entrar em contato com a polícia. Tal lei só beneficia aos marginais e a “Mídia” que terá maior vendagem de seus exemplares ou programas mostrando, de “cara limpa”, uma pessoa considerada importante como praticante de um determinado crime.
- Leis como: “É proibido pisar na grama!”, sobraçar embrulhos nas calçadas etc. sem a estipulação da punição ao infrator.
- Leis em que as prisões só podem ser feitas em flagrante delito ou mediante mandado judicial, quando, em sua maioria e à toda hora, vemos e sabemos de pessoas sendo presas sem as circunstâncias determinantes acima. No meu modesto entender, essas circunstâncias deveriam ser modificadas e ampliadas, ou, a continuar vigente, o policial, ao prender fora dessa determinação, é também um infrator da lei mesmo estando retirando um suspeito do convívio com os honestos.
- Leis e mais leis me parecendo haver interesses financeiros de permeio, tais como: Obrigatoriedade de cintos de segurança nos automóveis com a alegação de proteção aos passageiros, quando, os coletivos, com muito maior número de pessoas, também passageiras, não têm (ou não tinham) tal obrigação fixada em lei.
- Liberdades provisórias e/ou condicionais, Alvarás de soltura, Medidas de segurança, fianças, prisões domiciliares etc. tendo que ser requeridos (demandando tempo e dinheiro) para a sua consecução, contudo, com a autoridade judiciária tendo em seu poder o processo em lide, nessa circunstância e situação do feito, é o MM Juiz que deveria colocar imediatamente o réu (ou processado) em liberdade ou atender à viva voz o que lhe for solicitado, pois, não agindo dessa forma, estará assinando um atestado de irregularidade ao manter a pessoa (ou objeto) presa ou apreendida, quando deveria soltá-la ou liberar: não é um papel que vai dar a legalidade e, sim, o retentor do poder de decidir, devendo (ou podendo) fazê-lo sem ser acionado para tal.
Há Leis que deveriam ter fenecido no seu nascedouro, tais como:
—Diminuição de pena a ser cumprida sem que a vítima se manifeste à respeito de tal benesse legislativa/judicial, ocorrendo a modificação da lei respectiva, duvido que algum assassino cruel possa ser libertado antes do tempo por não haver intermediário ou comunicação com o além, pelo menos, oficialmente.
—Há um artigo na Lei de Contravenções Penais que pune quem pratica crueldade com os animais, o que acho justo, justíssimo, entretanto, como os frigoríficos, açougues e as cozinheiras poderiam matar e cozinhar vários animais sem os maltratá-los levando-os à morte?
—Se fazer apologia ao crime é um delito, por qual razão se vê (ou ouvimos) diariamente, na imprensa falada, escrita e televisiva, tal irregularidade. Onde o criminoso é colocado como um homem de poder financeiro, cercado de protetores e mulheres e com amplo poder de persuasão e de periculosidade, tudo isso focalizado num país com uma média grande de desempregados quase desesperados e com os seus arrimos sofrendo com eles.
 A Lei 6368 (tóxicos) proíbe tais reportagens, contudo é todo o dia... Desobedecida!
—Crimes de “ações privadas” ou condicionadas de representações, contudo, sendo levados os delitos ao conhecimento da polícia ou da justiça e de seus agentes, que, atrelados por tal lei, ficam dependentes da representação escrita e formal, isso, para mim, é outro absurdo! Se o fato foi levado ao conhecimento das autoridades ou seus agentes pela vítima ou um seu representante legítimo, de plano, ele deveria se transformar como de ação pública, independente da passarela noticiosa e reclamatória de papel!
—Crime de adultério, onde o réu (ou a ré) realmente comete um pecado e não um crime, se ambos não puderem dispor dos próprios corpos, não será a justiça que deverá proibir ou punir tal uso, com isso, um deles (justiça ou a lei) estará errado e, a meu ver, é a lei a errada! Tal tipicidade criminal acabaria com uma simples nota no rodapé da certidão de casamento prevendo que o adultério praticado por um dos cônjuges anularia o enlace oficial, com a ressalva de proteção aos filhos do casamento em referência.
—Crimes de ameaça verbal (ou não) sem a consumação, pelas razões óbvias.
—Isenção de ação penal por furto entre os descendentes da vítima (filhos e filhas), ascendentes e até concubinato, ora, se o herdeiro só terá direito ao patrimônio dos pais após o inventário, é absurdo dizer que ele não comete crime de furto contra os seus genitores ainda vivos.
—Efetuar convênios, ou outros meios, em que os diversos clubes de várias modalidades tenham direito ao policiamento ostensivo, ou não, todavia, com a administração dos estabelecimentos cobrando o ingresso, se cobra! Que pague a vigilância interna particular, em razão disso, mais policiais ficam fora das “ruas” e mais crimes sendo nelas cometidos livremente.
—Prisões especiais para quem tenha curso dito superior e policial em geral, se Eles têm curso superior ou são responsáveis pela segurança pública, ao cometerem crimes, isso deveria ser agravante e não atenuante quando forem presos. —Nota: Eu compreendo a necessidade de tais regalias, pois, não às tendo, nenhum policial iria praticar a legítima defesa sua ou de outrem com receio de ir parar numa cadeia no meio de vários presos lá colocados por ele, entretanto, quando os policiais, ou quem tenha algum curso superior, forem indiciados ou processados, até o julgamento, deveriam ficarem recolhidos a uma delegacia de polícia ou um quartel, após o julgamento, se condenados, que a justiça, tirando a sua venda, decida o lugar do cumprimento da pena em que não ocorra perigo de morte ou maus tratos à sua integridade física.
—Há Leis ou regulamentos que proíbem os policiais de terem e portarem armas de fogo para a defesa sua ou de outros, só as permitindo quando de serviço, recolhendo-as à sua unidade ao término do trabalho, todavia, quando de folga, eles deixam de atuar na iminência ou consecução de um crime... São punidos!  Novo absurdo! Que a lei determine que o Estado entregue um revólver oficial a cada policial e ele deverá conservá-lo, porém, em tempo de posse integral, armando o policial para o turno de trabalho e, o desarmando ao término da missão, o policial é solto às “feras” que não conseguira retirar de circulação, estando totalmente desarmado.
—Existe uma miscelânea de leis pegando “carona” em outras ou interligadas nos mesmos direitos, deveres e proibições, tais como:
- Crimes, contravenções, códigos de trânsito, de menores, estatutos dos menores, tóxicos, contrabandos, sobre estrangeiros, leis orgânicas e dezenas de outras análogas ou “parentes”, a menor delas, e a mais operante e importante, só tem dez artigos resumidos em dois e foi dada a Moisés para todos nós, lei essa que, apesar de reduzida e milenar, abrange a todas as leis humanas vigente  e... Prolixas!
- Por qual razão não se colocar todas as leis e análogos em um grande “liquidificador imaginário”, misturando-as e jogando num crematório os excessos, para, ao final, apenas aproveitar-se o viável e funcional? Com isso, o trabalho diminuiria didaticamente às procuras enfadonhas para os enquadramentos das tipicidades criminais e, principalmente, vedar-se-ia às “válvulas de escape” muitas vezes utilizadas pelos marginais ou seus representantes para atenuarem às punições aos bandidos ou bandos organizados, quando, usando um determinado artigo de uma lei, tentam, às vezes conseguindo, suprimir outro em outra lei vigente.
- Assim dito, nada impediria, por exemplo, incluir no código penal (desde que ele deixe de ser arcaico como o é na atualidade) às leis de trânsito, estatuto ou código dos menores, tóxico, contrabando, sobre estrangeiros, leis orgânicas única para todos os policiais e judiciários em todos os Estados da federação e o seu distrito federal, contravenções penais, códigos eleitorais e outras leis, todas integralmente num só volume e divididas por títulos. Garanto que, sendo os títulos e artigos simplificados e, portanto, não prolixos, tudo se reduziriam a um só livro e bem menor do que a Bíblica Sagrada que, de mão em mão, é quase sempre levada pelos nossos irmãos católicos ou evangélicos. No entanto, essa junção de leis, códigos e semelhantes deverá deixar no crematório todos os similares inconseqüentes, por meio dessa modificação (ora proposta).
Tudo o que aqui foi dito, depende quase que exclusivamente, dos legisladores por nós escolhidos, que eles deixem de serem egresso do anterior confinamento das urnas se locupletando nos palácios e, no período por nós colocados nas câmaras e senados, se reduzam em retorno ao confinamento de onde saíram (urnas) e, assim espremido, coloquem às suas inteligências a funcionarem atuando em nosso favor como se estivessem, também, sufocados, não pelas urnas, mas, sim, pelas quadrilhas e bandos que nos “atropelam” e matam em cada esquina das nossas cidades e já estando indo para o interior e os grotões, dessa maneira, os legisladores, inclusive em causa própria, estarão realmente nos representando, para, em pouco tempo, poderem retornar aos salões com o sentimento do dever cumprido em nos representar e nos ajudar a vencer a bandidagem que, de muito, já saíram das favelas.
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Que saudades eu tenho da época em que não havia portões de ferros, grades eletrificadas, cães ferozes de proteção e os nossos velhos, idosos (Para mim há diferença entre o velho e o idoso), mulheres e filhas podiam passear livremente pelas ruas quando quisessem em qualquer hora do dia ou da noite
O nosso trânsito mata mais do que às guerras e, o nosso dinheiro... Também! Nas guerras, o inimigo é conhecido, nas “ruas” ele se mistura e dá o bote de surpresa, inclusive, matando a vítima sem necessidade. Só uma Lei condizente, inteligente, apropriada e rígida sem suprir os direitos e, portanto... Justa! Poderá substituir os armamentos, por mais potentes que eles sejam. Com a inteligência aplicada no alvo ou na meta correta passando pela “linha de visada” e de “alça de mira”, poderá, lá na frente, atingir o “Mal” o transformando em  “menos mal” ou, o extirpando do nosso meio, sem eliminar o criminoso, apenas o anulando totalmente.
Para os bandidos não há fronteiras municipais, estaduais, federais e nem entre os países vizinhos ou mais longínquos, atuando ao seu derredor de forma indiscriminada, estejam onde estiverem, contudo, para a justiça e às polícias, tal liberdade é restrita por uma daquelas leis que precisa ser modificada, não é justo que o “Mal” extravase do seu cerne e o “Bem” fique contido pela “casca”, isso ocorrendo, na verdade, por culpa da lei, quem está cercada é a justiça e a polícia, com os bandidos esvoaçando livremente nos espaços vazios das “garras” de quem poderia contê-los, por estarem impedidos pelas fronteiras dos estados ou dos vocábulos errôneos das leis, no meu entender, essas fronteiras deveriam ficar só nos mapas e nas jurisdições dos governos, mas,  para o combate ao crime, que elas sejam apenas às limítrofes do país com suas divisas territoriais que seriam somente com o oceano e os demais países sul-americanos, ou seja :
De norte a sul e de este a oeste do Brasil, os policiais e a justiça tendo a função do combate ao crime manietando os criminosos os colocando nas prisões nos locais em que foram presos, mesmo fora do local de trabalho do policial condutor. Daí em diante, a Justiça, com jurisdição no local da prisão, tomaria as providências da movimentação, ou não, do processo e do conduzido.
“O poder corrompe!”, com honrosas exceções, entretanto, o crime é muito mais corruptor e com ação muito mais aterradora e fatal do que o orgulho de ter um comandamento sobre os outros, se corrompendo ao dirigi-los. No evento criminal tem as situações versáteis e complexas como a fome, o analfabetismo, a ganância, o mau exemplo, a inveja, o desemprego e muitas outras situações que acabam por servir de desculpa esfarrapada para se tornar um criminoso, com isso, e por isso,  o “crime” vem nos invadindo, sufocando e...matando!
Na minha rua tinha um rapaz excelente, honesto, trabalhador e prestativo, um dia, por medo (acho) matou um marginal, foi preso e solto pouco tempo depois, todavia, se transformou totalmente, ficou valente, parou de trabalhar, vivia embriagado e acabou falecendo louco.
Tive um colega que tinha um medo incontrolável de dar buscas nas celas dos presos, mesmo com ela sendo vigiada por vários policiais militares, chegava a chorar ao receber a ordem de dar a busca referida. Um dia, foi em diligência a uma cidade vizinha, matou um bandido, daí em diante, ficou valentão e temido na região.
Casos como esses deveriam ser estudados pelos psicólogos do governo visando a orientação da sociedade e a contenção dos crimes análogos a partir da escola fundamental para toda a sociedade, ordeira ( ou não), inclusive para os policiais da ativa.
Finalmente, espero ter contribuído para que alguma coisa possa ser feita ou modificada, mister esse que eu não posso fazer por não ter o “poder” nem o “saber”, porém, espero ter ajudado para algo melhor para todos nós que já estamos à beira do abismo, cegos e sem um bordão sequer, volatilizando todo o nosso tino na euforia do destino em ânsia descontrolada, seguindo reto em curvilíneas, volteando nas longarinas e... Estancando na encruzilhada!
De nada nos adiantará viajarmos pelo cosmo se não conseguirmos tirar a lama dos nossos pés, ou... Os pés da lama!

(aa.) Sebastião Antônio Baracho.
conanbaracho@uol.com.br
Fone: (31) 3846-6567
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Enviado por Sebastião Antônio Baracho Baracho em 03/12/2007
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Sobre o autor
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
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Sebastião Antônio Baracho Baracho