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Perenidade

 
José-Augusto de Carvalho
 
 
Não há fomes, não há sedes
no vosso recolhimento?
Senhora minha, que vedes
além das quatro paredes
da cela desse convento?
 
E que poderá trazer-vos
a renúncia deste mundo?
Não há sangue, não há nervos,
não há o sonho a querer-vos,
este sonho em que me inundo?
 
Senhora minha, quisestes
dizer à vida que não!
Mas como, se não pudestes
sob as monásticas vestes
matar o meu coração!
 


10 de Junho de 2006.
Viana do Alentejo*Évora*Portugal
Do livro em construção:
O MEU CANCIONEIRO
(Poesia de Amor)
José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 13/06/2006
Código do texto: T174588
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Augusto de Carvalho
Portugal, 79 anos
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José Augusto de Carvalho