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Condenada.

Alma sombria que pelo mundo vaga
a procura de abrigo, afeto, ternura
quiçá sejam as lagrimas tua paga
pela dor que semeaste em amargura.

Nao te é lícito o encontro do perdão
fostes motivo de muita dor, outrora,
muitas vidas tombaram por tuas mãos
pelo suplício delas que sofres agora.

Ó alma que claudicante se arrasta
rumo ao destino que tu mesmo selas-te
e assim de ti toda ventura se afasta
por obra tua do amor que negas-te.

Recorda dos gritos dos vencidos
dos mutilados que tu aviltastes
silencia pois, teus proprios gemidos
em tributo do mal que causas-tes.

Segue trôpega pelo peso do castigo
que assomas-te em teu próprio mister
tu traís-te teu único amigo
e hoje és a sombra que nao pode viver.

Descem de teus olhos duas lagrimas frias
como as lapides tantas que fizeste plantar
sao de ti o réquiem cujas palavras terias
se um tumulo tivesses para te abrigar.

Fostes maldita por teu próprio escrutínio
vagas pela terra em profundo pesar
alma doente em perene declinio
que te seja liçao esse imenso penar.

Venha breve para ti o cair dos véus
que te mantem presa de tua ilusao
possam teus olhos mirarem os céus
e em tua alma habitar de novo um coração.






Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 24/10/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T272535
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti