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FLORES DE TRACUATEUA (Canto nº 4)



Pretensão
O que mais pretendo agora,
Neste final de milênio,
É botar garganta a fora
Os versos que ainda tenho.

Prelo
Dilui-se toda a palavra
Se no livro não for posta,
Perdida está toda a lavra,
Pedra solta na encosta.

Suposição
Nestes dias de amargura,
De tristes dias, de fome,
Suponho não ter mais cura
Para a tristeza do homem.

Ética
Quem sabe não tenha ética
O que vou falar, sem alarde:
A mentira sendo poética
Passa logo a ser verdade.

Rua e Madrugada
A rua está tão deserta,
Uns grilos pela calçada,
A madrugada desperta
Nos seios da minha amada.
Enzo Carlo Barrocco
Enviado por Enzo Carlo Barrocco em 04/07/2005
Código do texto: T30966
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Enzo Carlo Barrocco
Belém - Pará - Brasil, 56 anos
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Enzo Carlo Barrocco