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Flor  azul do cerrado

 

Flor azul da minha terra

Que nasce lá na campina,

Junto à mina lá da serra,

De água doce e cristalina.

 

Como eu gostava de ver,

O pequeno colibri,

No seu miolo sorver,

O mel que também bebi.

 

Linda flor, hoje a saudade,

Bateu fundo no meu peito,

Vou voltar pra minh’cidade

Pra não sofrer desse jeito.

 
****

Mira Ira

Eu te peço por favor, não vá s'embora do cerrado,
Esta terra é tua vida, teu amor, tua paixão,
Se daí fores s'embora, 
Causará grande erosão.

****

Pedrinho Goltara

Todos nós temos saudades
Do lugar onde nascemos,
Mas crescemos e partimos
Buscando o que queremos.

O seu Tesouro, minha flor,
Está no seu coração,
Em todos os sentidos, claro,
Nos versos, na emoção.

Sua roupa cor de ouro,
Na mão o valioso café,
Um tesouro junto a outros,
Mas o melhor está em pé.

****

Airan Ribeiro 

A flô azul du meu cerradu
Iguá pur aí axu qui nun tem,
Representa o meu passadu
Que só eu sei e mais ninguém.
 
Quantas veiz iamus passiá
Pra buscá a fruta araticun,
Di tu oji ficu a relembrá
I tu di mim, axu qui nem tium!

A flô azul memo presenciava
Nosso namoru nu mei do cerradu,
Um cacho delas eu sempre catava
Pra ti dá despois di tê ti beijadu.

Ah!.. Só a sodadi foi u qui restô
Tombém as cinza dus fogu qui botaru,
Di cinzas restô aquele amô
Eu crisci e nunca mais nóis si incontraru.

Queridos amigos do meu coração, obrigada pelo amor tão lindo.
(Hull de La Fuente)

Hull de La Fuente
Enviado por Hull de La Fuente em 31/08/2007
Reeditado em 03/09/2007
Código do texto: T633148
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Hull de La Fuente
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Hull de La Fuente