Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

QUEIMANDO A FITA... (Aldo & Sônia)

Já conheço esse filme...
Lágrimas são pra chorar!
Não sou tolo, se assim viu-me,
pra num rolo me queimar!

(Aldo Lopes)


Pra num rolo te queimar,
só pra quem não tem juízo
Tu ja sabes superar,
pois já tens o dente siso!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Há muito perdi os meus sisos
e juízo eu nunca tive
Enlouqueci os indecisos
que nem contato mantive!

(Aldo Lopes)


Enlouquecer sem contato,
isto é alta peripécia
que requer muito recato,
bem maior que o da Lucrécia!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Lucrécia em seu recato
iludia o velho Borja,
enfiava-se no mato
pra se meter co'uma corja!

(Aldo Lopes)


Hoje há corja em todo canto:
em casa, no mato e na rua
Só não há neste Recanto,
pois têm a cabeça na lua!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Quem tem a cabeça na lua
vota sempre em retrocesso
Cata qualquer um na rua
pra roubar lá no Congresso!

(Aldo Lopes)


Mas a lua do Recanto,
é a lua que desperta
nos poetas todo encanto,
pra fazer a coisa certa!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Pra fazer a coisa certa... (?!)
...decerto não é poeta!
Ganha mais é quem acerta
na acumulada Loteca!

(Aldo Lopes)


Na loteca o jogo é sujo
a cartinha é marcada
Já se sabe o dito cujo
que arrebanha a danada!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


A danada do carbono
continua mendigando...
Com foto de outro dono,
incautos vai rebanhando!

(Aldo Lopes)


Incautos, mas não indecisos,
agindo pelo instinto
são às vezes imprecisos
ao culpar o vinho tinto!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Por isso o efeito alcoólico
aparece em todo canto
Como não sou melancólico,
sigo a trovar mais um tanto!

(Aldo Lopes)


Ir trovando mais um tanto,
é tudo que há de bom.
É usufruir do encanto
e da beleza de um dom!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Não sei se isso é um dom,
talvez possa me queimar
Um poeta, sem bom tom,
já criticou o meu trovar!

(Aldo Lopes)


Deixa quem quiser falar
e sigamos adiante.
Cantando a "trovejar"
Bem seguro e confiante!!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Com este grito de avante,
vou seguir o meu impulso.
Nesta trova "replicante"...
- Menina que dor no pulso!

(Aldo Lopes)


Dor no pulso deve ser,
do mouse a segurar...
Seria bom pra você
por a mão pra descansar!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Não ponho a mão em cumbuca,
de confusão passo longe
Mas, quando alguém me cutuca,
calço luvas de um monge!

(Aldo Lopes)


Esta eu não conhecia...
Mais parece um feitiço,
que o João fez pra Maria
e espalhou-se no cortiço!!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


A tal luva de pelica
não é usada em cortiço
Lá, se Maria fornica,
João tem filho mestiço!

(Aldo Lopes)


No Brasil só tem mestiço.
Pela lógica quer dizer...
que o Brasil é um cortiço
ou bem faz por merecer!!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Um cortiço com barracos
que já não causa vergonha
Num país que vive aos cacos,
nem mudança o povo sonha!

(Aldo Lopes)


Só não sonha quem não tem
bons motivos pra sonhar.
O brasileiro sempre os tem...
Uma casa pra morar!!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Uma casa pra morar,
um único e vago sonho...
Esse viver é penar
por um futuro tristonho!

(Aldo Lopes)


O viver não é penar,
nem o futuro é tristonho.
O homem ao se amar
é feliz e é risonho!!

(Sônia Maria Cidreira de Farias)


Sou feliz e sou risonho
quando tenho parceria
E trovar é doce sonho,
graças a Sônia Maria!

(Aldo Lopes)


Soninha, muito obrigado pela sua cumplicidade e carinho! Beijos, Aldo


¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Agradeço a amiga Ana Karênina (Dorothy) que sempre presente e atenta aqui deixou este poema:

Coisas da história de Lucrécia,
não consta que a peça,
tinha de adão os pomos
o parecer é demais,
mas e os pomos, como??
Mas, Lucrécia as vezes penso
era Bórgia ou era corja??
Deixou descedentes,
ou não ficaram os dentes,
apenas do genes serpentes??

(Ana Karênina)


Lucrécia era danada,
meteu-se até com Erasmo
"Mãe do povo", bem letrada,
nunca caiu no marasmo!

(Aldo Lopes)
Aldo Lopes
Enviado por Aldo Lopes em 21/09/2007
Reeditado em 28/09/2007
Código do texto: T662744

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Aldo Lopes). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Aldo Lopes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 61 anos
416 textos (38027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 11:49)
Aldo Lopes