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Cantiga de amigo (época trovadoresca)

Resposta ao mote do dia 11-10-07


Flores dos campos…pelas noites, vossos cantos, levem saudades e meus ais; Ai Deus, e u é ?



Meu amigo, como tardais
Esta ausência de vós é desventura.
Pelos campos me retraio.
Desesperança meu coração
Vossas bravuras de vós sei.
E onde pelejareis?
Flores do campo respondei-me.
Sabedes novas de meu amigo?
Ai Deus, e u é?


Se sabedes me direis?
Tendes novas de sua peleja?
Que de seu desatino, seja
em honra de meu amigo.
Mas, ai de mim, desventura.
Eu aqui, de tanto cuidado
me desvairo, e ele
me há jurado… me há mentido?
Ai Deus, e u é?
Dizei-me de meu amado
E novas me trareis….
Ai Deus, e u é ?



Interpretação do texto acima:

Meu amado como demoras.
Vossa ausência, para mim
é infelicidade.
Pelos campos
ando recolhida.
Desiludido está o meu coração.
Conheço como és valente.
Não sei onde combates
Peço ás flores do campo
que me respondam.
Se acaso souberem onde estás.
Se souberem me tragam as novidades.
O que se passa com a sua batalha?
Que venha cheio de honra
Pois por ela ele se desatina
Para mim é adversidade
Ando cheia de inquietações
Enlouqueço
Será que me mentiu?
Outros amores terá procurado
Onde está?
Diz-me, onde está o meu amado
Traz-me noticias.
Onde ele está?


De t,ta
11-10-07
11:20
Tetita
Enviado por Tetita em 13/10/2007
Código do texto: T692189

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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