Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

no dia da consciência negra minha homenagem com o poema de minha autoria MÃE PRETA Margarida Silveira (margale)

era uma vez uma negra/que se chamava dolores
e que sofreu dissabores/com a sina que Deus lhe deu
tinha uma FILHA BRANCA/de um moço que a negra amava
e a filha lhe despresava/vejam só o que aconteceu

sua filha era bonita/mas porem muito dengosa
rebelde má e teimosa/maltratava sua mãezinha
dizia quase a gritar/NÃO SOU FILHA DESSE NEGRA!!!
sera que tu não te enchergas/que é uma empregada minha

e obrigava dolores/dizer que era sua empregada
vejam só que malvada/que era essa jose tu falar  a verdade/mando te arrancar a língua
ou se não te mato a míngua/negra nojenta e cretina

e   a pobre da mãe chorava/e  rezava sem parar
pra josefina mudar/mas não tinha o que adiantasse
pedia a Deus que escutasse/sua simples oração
pra que sua filha deixasse/de ferir seu coração

mas o tempo foi passando/josefina não mudou
mas porém se enamorou/de um rapaz da sociedade
que em geral da sua idade/se apaixona bem ligeiro
esse moço era engenheiro/trabalhava na cidade

era de familia rica/simples e delicado
um moço muito educado/bondoso e trabalhador
conheceu ajosefina/numa noite de são joão
desde aquele dia então/lhe entregou o su amor

e a josefina faceira/mais orgulhosa ficava
as amigas nem ligava/delas se separou
para sua mãe falou/eu disse ao meu namorado
que meus pais tão enterrados/e tu negra,tu sómente me criuo

ricardo era o nome/do noivo dessa orgulhosa
chegou a ficar dengosa/pois logo era o casamento
sua mãe de sofrimento/chorando triste ficou
e chorando se ajoelhou/pra fazer um juramneto

voce hó filha ingrata/que tanto me faz sofrer
eu ainda vou viver/e conhecer os filhos teus
mas porem eu peço a Deus/que te evite unma desgraça
porque tu negas a raça/que ele proprio te deu

quando passou nove meses/que se cumpriu o destino
nasceu um lindo menino/surpreendeu a multidão
como poderia então/a mãe branca......o pai tambem
aquele filho porem/pretinho que nem carvão

josefina olhando o filho/sentiu remorso doer
eu fi  minha mãe sofrer/vou bater em sua porta
meu coraçãõ   não suporta,os doiis para la rumaram
quando em dua casa chegaram  encontraram-na quase morta

josefina então gritava! PERDÃQO MAEZINHA QUERIDA
COMO É  INFELIZ MINHA VIDA POR TUDO QUE ACONTECEIU
DOLORES ENTÃO GEMEU/PEGOU A FILHA  PELA MÃO
JA TE DEI O MEU PERDÃO/DEU UM SUSPIRO E MORREU



margale
Enviado por margale em 21/11/2007
Reeditado em 20/11/2013
Código do texto: T745555
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
margale
São Miguel do Iguaçu - Paraná - Brasil
235 textos (8600 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 02:42)
margale