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Arauto de Serra

pela tangente
eu vou esgueirado
sem equilíbrio
redondo como um quadrado

com a força de mil cavalos
me jogo dentro da banheira com querosene
com um cálice de centelhas
e ouvindo meu novo, velho rádio

e ele muda as estações

de verde para vermelho
e de cinza para outono

ao arpejar da minha mandíbula
a circuncisão escorre seu útero
atravessa seu ovário
trazendo vida nova à minha pele benzida.

porém, ainda preso aos grilhões gramaticais,
que me enforcam,
ao estrofar intruso de minhas idéias
que, por ventura,
salientam fome em minha corrente sanguínea
e me fazem remoer todos os passos nesse atalho
seco e indigesto.

as chaves
sobre a mesa, são minhas,
mas a adaga
é emprestada.
Augusto Guimarães
Enviado por Augusto Guimarães em 25/01/2006
Código do texto: T103742
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Sobre o autor
Augusto Guimarães
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 29 anos
39 textos (2181 leituras)
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Augusto Guimarães