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Doçura.

DOÇURA

Um pequeno filete de água poderia simplesmente existir sem, no entanto modificar uma existência.
Nasce de um rico e saudável solo onde fecundará por todo seu percurso.
Ao se dirigir por caminhos muitas vezes inóspitos, com uma força que com apenas um olhar nunca conseguimos dimensionar, vão forjando por tempos e tempos um sulco onde a cada dia correrá mais e mais livremente, assim outro pequeno filete a ele se juntam produzindo agora um volume que emociona ao olhar, agora já trás mais frescor ao sentir escorrer por seu corpo quente, já faz com que mais flores brotem ao seu lado trazendo pra si e seu companheiro o leito uma beleza inexorável, parece que emoção trás emoção, amor chama amor, riso atrai risos, gozo anda apegado com mais gozo.
Assim o pequeno filete agora um rio que tem um lindo som, que ao borbulhar trás consigo a felicidade para o ouvido dos amantes, faz o poeta viajar em seus sonhos e aventureiro querer descobrir para onde o som o levará.
Assim agora livre corre, água antes tímida agora com força brotadas de uma natureza generosa, livre ele pode  se dividir em muitos braços, que embalam sonhos, que respondem promessas, fazem outras promessas, encantam, trás em seu bojo o espetáculo que se descortina a cada amanhecer, enchendo os corações que saltitam dentro de um peito, que por mais que queiram aprisiona-lo livre voa canta sorri e ama.
Como são lindas as águas, que caem descortinando assim a beleza que só os olhos que são livres podem contemplar e ver a delicadeza que rebentam na força de uma paixão.
As correntes que caem formam véus que aliviam o calor, move o fundo do rio limpando assim de qualquer depósito que queria se acumular, sua força constrói outros sonhos que são frágeis se olhando com olhos humanos, mais fortes e belos se vistos na ótica do amor.
Pequenos recantos envoltos pelos véus d'água, só os corajosos e fortes ousam descortina-los e descobrem que toda a beleza que já havia extasiado ainda é pequena diante de tal magnitude, agora é só contemplar e tomar parte deste espetáculo que a natureza sempre pode nos proporcionar seja feliz contemplando o que muitas águas podem fazer.
E se tiver coragem suficiente seja feliz deixando que o amor te inunde e te faça inexoravelmente feliz, pois tanto as águas como o amor produz doçura na vida daqueles que podem a todo o momento abrir os olhos e sentir que o vento te toca.


Cleuza Azevedo de Almeida
Enviado por Cleuza Azevedo de Almeida em 31/01/2006
Código do texto: T106415
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Sobre a autora
Cleuza Azevedo de Almeida
São José dos Quatro Marcos - Mato Grosso - Brasil, 58 anos
12 textos (380 leituras)
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Cleuza Azevedo de Almeida