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Onde está o Segredo?

É no porvir que está o segredo. Neste porvir desnudado que se acalenta sobre a esfinge de teus ideais e as intempéries claudicantes de seus percalços que se amontoam nossa bagagem de vida sempre com esta pretensa expectativa de revelá-lo.

Sim, é no porvir que se encontra o revés das circunstâncias algemadas; o real de nossa existência sem o esmero e desvelo das cítaras que gorjeiam alto sobre o monte a esperar que se torne realidade nossas angústias e anseios pueris.

Não criamos nossos medos. Eles se impõem sobre nós pela nossa ignorância.

Ó homem inseguro, não sejas refém de seus medos. Grita o brado forte que te liberta desta alfombra nebulosa de desejos infundados e encare o porvir da história e o porvir da vida, pois é nele que já lho disse que está o segredo de sua existência.

Não te agarres a uma existência laica construída pelos outros que estão ao seu redor e que enevoam os sentidos. Segue teu caminho rumo ao porvir divino esperando de soslaio o momento certo da assertiva que lhe trará o carmesim de seus sonhos rubros.

Ergue tua espada pelo caminho e sejas senhor de tua força. Força esta que te leva à estradas nunca antes desbravadas. Tenha apenas a certeza do teu porvir e do teu segredo.

Pois é na certeza deste porvir que o segredo maior da vida se revela, a cada dia, como o alvorecer de cada manhã tácita e obscura, mas, que, no entanto, se preludia como a esperança arraigada a nós mesmos e que trazemos ao longo de nossa jornada.

É nesta certeza da esperança que se formam as glórias e os lauréis do segredo de teu porvir, sustentado pelo ideário de seus intentos nunca ditos, escondidos sob a carapaça de teus atos mais esdrúxulos e ignóbeis.

Não te repreendas por estes atos. Até os mais lúcidos são acometidos pela insensatez e descuido das letras. Apenas não as magoe, pois estas letras são o retrato mais próximo desta narrativa, que se apresenta pelo teu caminho. São elas o registro fiel de tua história e de tua jornada. Portanto, não as deixe em malogro, subjugadas ao léu sem vida do vazio sem nexo de frases acabrunhadas e toscas, sendo retorcidas pelo ufanismo de suas desventuras verbais.

Elas não merecem isto. Cuide bem de sua pena que leva à escrita estas letras que te libertam do rol vil do imediatismo. Guarde-as ao teu porvir até que sejas digno de sustentá-las.

Leve apenas consigo o sentimento que move a todos nós rumo ao mistral de bons ventos. Carregues sempre consigo o amor como estandarte de tuas glórias e derrotas; pois são nelas que o carinho das pessoas que lhe cercam se mostra vivo e pulsante para dar-lhe a força necessária que realmente precisa para seguir...sempre e adiante.

Ad majora natus
Alexandre Casimiro
Enviado por Alexandre Casimiro em 31/01/2006
Reeditado em 10/08/2008
Código do texto: T106711

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Sobre o autor
Alexandre Casimiro
Casimiro de Abreu - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
67 textos (14588 leituras)
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Alexandre Casimiro