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SUA BÊNÇÃO, MEU PAI

O andar é firme, macio, tão leve,
Roupa impecável, sem dobra,
Os cabelos penteados são uma obra
Esculpida em cor de neve.

Tem o rosto sério, mas formoso,
Com sorriso que o tempo não fez sepulto,
Nos olhos o grande amor é um culto
Dedicado ao rebanho numeroso.

À noite olha para o firmamento,
Onde a lua expõe sua claridade,
E marcando o chão de saudade,
As lágrimas caem por um momento.

Saudade boa que durará toda vida,
Daquela que lhe deu tesouros imensos,
E hoje vive nos jardins suspensos,
Depois da prematura partida.

Caminha a somar os variados galhos
Da frondosa árvore genealógica
Contando com sabedoria e lógica,
Pois tem a mente clara, sem atrapalhos,

Cada filha, filho, nora, genro e neto.
Neste dia, emocionada, seguro sua mão,
Digo-lhe meus versos saídos do coração:
“A sua bênção, meu pai, eis aqui o seu bisneto”.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 11/04/2005
Código do texto: T10771

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão