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Perdendo a Sorte

então,
voltamos ao início de tudo
descemos à estaca zero
não temos nada, como você bem queria.
às vezes fica difícil encarar o espelho
quando tantos enganos se refletem em meu olhar.
ter os sonhos rompidos assim
é como descer montanha abaixo feito avalanche
prestes a se chocar em uma parede sólida.
gasto horas contando o que sobrou de mim
entre tantos cacos e pedaços disformes;
agora sei que tua mão largou a minha
sinto uma consciência só tua
que surge como uma certeza verde
e encerra de vez todos os nossos ciclos mal fecundados.
já era tempo de deixarmos este laço
e buscar sensações mais concretas;
somos abstratos e ocultos
não sentimos nada que nos faça expandir para o mundo,
nada que fortaleça nossos passos
apenas uma estranha aptidão aromática.
então, lancemos mão destes erros,
ainda há tempo pra sonhar
vamos brindar nossa amizade
e enterrar todos os beijos e as nossas tentativas inúteis
num oceano intenso.
vamos fazer isso juntos,
agora,
e não perder mais tempo com a sorte.
Donato Campos Dias Aguiar
Enviado por Donato Campos Dias Aguiar em 05/02/2006
Código do texto: T108191

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Sobre o autor
Donato Campos Dias Aguiar
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Donato Campos Dias Aguiar