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NATIVIDADE, a "TUTA" de nossa vida!

NATIVIDADE, A “TUTA” DE  NOSSA  VIDA.

SÃO SEUS OS VERSOS E A TERNURA,
DE ALGUÉM QUE AQUI DISTANTE AINDA ESPERA,
COMPONDO OS IDOS MODELADOS NA GRAVURA,
DE UM “ZÁS-TRÁS”, FUGAZ, FEITO QUIMERA.

BARRA BONITA FOI SEU PRIMEIRO NINHO,
ONDE A LUZ  DO CÉU A FEZ UM DIA,
EM QUE JUNGINDO O PÃO E O VINHO,
CRESCESTE  PURA ENTRE SONHOS E MAGIA.

SEMPRE FIEL AO “DOM FERNANDO”, NOSSO HERÓI,
CASOU COM ELE E TEVE ONZE FILHOS,
DOS QUAIS APENAS UM SE FOI
E OS OUTROS DEZ SEGUEM SEUS TRILHOS.

EM OUTRO SÍTIO DE ESPERANÇA,
FOSTES À BUSCA DA BONANÇA.
FICAMOS TODOS TARTAMUDOS,
PELA VISÃO DA NOSSA LINDA AGUDOS!

LÁ CRESCERAM OS MENINOS E MENINAS,
SOB O EFEITO DE LUZES E SOMBRAS DO ARREBOL,
ENTRE OS LÍRIOS E O ALABASTRO DAS BONINAS,
BEIJANDO COM SUAS BRANCAS TÚNICAS, O SOL.

SEM NUNCA UM NÚMERO OU PALAVRA ENTENDER,
DA GRAMÁTICA, DAS CONTAS OU DE ESCREVER,
DEU A TODOS, DA ESCOLA, A LEITURA,
NOS ENVOLVENDO  NAS  ASAS DA CULTURA.

NUA E CRUA - NA CARNE - FOI A VIDA,
COM MUITO MAIS DORES QUE ALEGRIAS...
MAS, POR CERTO, DEUS ACHAVA UMA SAÍDA.
CADA UM DE NÓS CRESCEU SEM MAIS SANGRIAS.

POR MAIS QUE AS MÁS NOTÍCIAS A FERISSE,
A VI CHORAR, ÀS ESCONDIDAS E EM VÃO.
NEM TUDO ERA COMO VIVER UMA BENESSE...
SE ERA LUZ, PENUMBRA, INVERNO OU VERÃO.

AQUELES CONVÍVIOS MINHA VIDA ANSEIA,
PORQUE ANSEIO VÊ- LA, OH! MÃE QUERIDA!
HOJE, A SAUDADE É COMO  A PANACÉIA,
QUE O TEMPO INSANO NOS DIVIDE A VIDA.

MÃEZINHA  NATIVIDADE,  CONFESSO NO ENTANTO,
POR MAIS DE MIL VEZES  NÃO CALO:
- A DISTÂNCIA É O PARANÁ QUE PUNGE O PRANTO,
MAS  NÃO ESFRIA O CALOR DO SEU EMBALO.

NA VIUVEZ, SÃO PAULO É  SUA MORADA;
PAULICÉIA CHEIA DE HISTÓRIA E TRADICÕES.
TENS AÍ TUDO E AO MESMO TEMPO NADA...
FALTA O CARINHO DOS SEUS FILHOS FUJÕES...

SOBRETUDO... AINDA VOU PISAR NA AREIA DESSE SOLO,
EM QUE SE UNINDO A VIDA NOS APRONTE.
BEIJA-LA-EI NO ROSTO. DORMIREI EM SEU COLO,
COM SUAS MADEIXAS BRANCAS PERFUMANDO MINHA FRONTE.

Julio Sampietro
Curitiba, setembro/2003.
Júlio Sampietro
Enviado por Júlio Sampietro em 09/02/2006
Código do texto: T109798
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Sobre o autor
Júlio Sampietro
Curitiba - Paraná - Brasil, 73 anos
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Júlio Sampietro