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UMA RUA , UMA PATENTE


A noite já escurece todo o horto,
inebriantes são os seus perfumes.
Claridade se vê junto ao porto,
ribalta profana , velhos costumes .

E a rua engalanada convida,
a vida sem vida a se alegrar.
e a multidão vai e vém incontida
como águas num convés a bailar.

Se espremem na balbúrdia das escadas,
que acessam pobres nichos do "querer".
Lá , almas presas tangidas , dissecadas,
por uns réis alugam-se  ao prazer ?

Pobre lua promíscua pela fresta ,
pobre anjo caído , semi nua .
Pobre *General que o nome empresta !
A tão nobres antros e nobre rua ?

Naufragados em pântano mórbido,
morféticas vidas em pedaços vão
mortificando suas almas sob teto sórdido,
no umbral de passagem à venérea relação !

Crianças , jovens e velhas vejo ainda,
nas janelas e portais desses casarões .
Na mais natural e infinda ,
da mais antiga das profissões ! ! !


SBC-SP. [ *Rua General Câmara-Santos/SP.zona do meretrício ]
30/04/2003
José Alberto Lopes
Enviado por José Alberto Lopes em 11/02/2006
Reeditado em 16/05/2014
Código do texto: T110652
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Alberto Lopes
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil
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José Alberto Lopes