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CAMINHO DE PEDRA

Não apaguem as luzes e os raios de sol
Nem tentem vendar os olhos dos justos
Atando laços de sombra em muros de gelo
Erguidos às tempestades, às raivas humanas
Ao som da vaidade e da pedra egoísmo
Império do mundo, são tantos os pecados
Gerando mil frutos- cisão de nações
Guardados os sóis e as estrelas dos povos
Os ramos de flores e o enfeite das belas
Esconderam a bandeira que é verde e amarela
Não falaram do sangue e do suor que ela tem
Para onde nós iremos?

Não freiem a brisa que é paz aos idosos
Não tirem o pão da mão calejada
Nem pensem nas ondas do mar agitadas
Elas não se inclinam à frente da fúria dos fortes
Sua força é imensa e rompem barreiras
E assim é o nosso povo, com gente guerreira
Nós somos um povo formado de raças
Temos desgraças, mas sonhamos e livres somos
Existe joio, mas lindo é nosso trigo
Tem a cor da bandeira, é espelho do sol
Por isso prosseguimos com nossa canção...

Canção de revolta e indignação
Mas cantamos
Pelos povos oprimidos
Pelos pássaros cativos
Pelo fim das muralhas
Pelo pão em migalhas
Pelo choro das crianças
Por mais esperança
E crença no dia de amanhã

E exaltemos...

A lua, no alto, soberana
O céu sem proprietário
A casa do digno, do bom
Os filhos da fé, povos de Deus
A paz que não tem preço
O amor que não se vende
O sol que não se compra
Não se apaga
E nem se troca

Embora, ELES tentem...
pássaro poeta
Enviado por pássaro poeta em 14/02/2006
Código do texto: T111776

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Sobre o autor
pássaro poeta
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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