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Epitáfio

Epitáfio

Quando morrer não quero ostentações,
mausoléus e pompas desnecessárias,
meu cadáver não pretende se prestar
a demonstrações vãs e perdulárias.

Quando morrer quero uma cova rasa
que receba meu corpo já frio
não quero flores, velórios em casa,
pois enquanto vivo disso me rio.

Da minha morte nada espero
pois da vida aproveitei delícias
e enquanto defunto estendido
de nada me valerão carícias.

Desprezo as demonstrações de dor.

Mauro Gouvêa
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 15/02/2006
Código do texto: T112209

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Mauro Gouvêa