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LÍNGUA INSIDIOSA

Ah!Essa língua,
Essa língua,
Se soubesses usá-la,
Quão prazerosa, seria.

Esse pequeno órgão da cavidade bucal,
Destila veneno e faz tanto mal.
Prazer sádico na desgraça alheia
Quando, as costas, sibilando incendeia.

Bomba atômica, o mal desencadeia,
Cogumelo da discórdia,
Reação em cadeia,
Insidiosa!Traiçoeira!

Desponta entre o sorriso mascarado.
Houvera estar amordaçada,
A viver d’emboscada.

Nem os dentes são capazes de refreá-la,
Maldita! Seja entre os órgãos-língua insana!
Bendita! Seja a presa por ti lanhada!
Entre os amigos teus.

Deus defenda-me deste algoz!
Não cale a voz
No tribunal de minha consciência.
Dê-me instrução, dê-me ciência.
Para que mesmo vitimado
Eu permaneça imaculado
Entre os verdadeiros amigos meus.

E que a serpente morda a sua própria língua
E prove do seu próprio veneno
E a matéria cadavérica,
Putreficada, inerme,
No breu da vida, no sereno,
Não alimente aos urubus,
Nem aos abutres...
Que a comam os vermes.
GILBERT
Enviado por GILBERT em 15/02/2006
Código do texto: T112380
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Sobre o autor
GILBERT
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 52 anos
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