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Confissões de bar

Confissões de bar

Sentado defronte aos meus devaneios
mergulho em infindáveis oceanos
de ócio,álcool, fumaça e paixão.
Escrevo minha vida em folhas soltas,
em guardanapos rotos, em rostos outros,
em tantos cantos, cantos tantos e tantos...
Minha caneta se reabastece nos prantos
dos bêbados, notívagos, prostitutas,
guardadores de carro, vigias, porteiros,
marginais, boêmios, perdidos, carentes.
Escrevo meus versos nos papéis catados
nos bares, nas casas, nos parques, cemitérios,
presídios, prostíbulos, teatros;
e continuo minhas linhas
nas almas, corações, rostos, olhos,
sorrisos, estômagos, âmagos, entranhas,
veias, artérias e corpos e corpos e corpos...
E escrevo a vida, os sonhos, delírios,
vícios, ilusões, tristezas, alegrias,
falsidades, atrocidades, paixões,
razões, realidades, delícias, tesões.
Sou poeta, lúcido, louco, puto,
bêbado, boêmio, miserável, pobre.
Enfim, sou mendigo das emoções,
carente que sou.

Mauro Gouvêa
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 16/02/2006
Código do texto: T112708

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
432 textos (56486 leituras)
3 áudios (837 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:39)
Mauro Gouvêa