Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Quatro cantos de um quarto vento

Nega-se a palidez sem vertigem
Lacrimejam as mulheres sem o ruído do pranto
Ventanias delirantes, a dor é profunda aos que fingem
Vento que interrompe o silente santo

Quebrantam-se as portas com o vento estrépito
Fenômenos naturais carregam a lucidez dos insanos
Casais longínquos da lua de mel sofrem como grande arquétipo
Mágoas de outrora assumem novos corpos medianos

Viagens sem limiar de uma mente alheada
A ventania alija todos os infortúnios despudorados
Prostrou-se a sedosa cortina na pequena bancada
A lacrimosa de Mozart ameniza os tímpanos estourados

O frescor encerra a tristeza noturna
Ilha sem mar, paixão pelo vento do fim da tarde
O mestre repreende a aluna
A palavra não corta, mas sem a suavidade do vento a injúria arde

Caminhos tortuosos, espinhos e esferas cortantes
A força do vento folheia a agenda e os livros à mesa
Amarguradas, as senhoras perpetuam os semblantes
Doce vento, eufemismo da moca agressão à realeza
 
Anderson Cirino
Enviado por Anderson Cirino em 28/02/2006
Código do texto: T116976
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Anderson Cirino
Arujá - São Paulo - Brasil, 35 anos
15 textos (768 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 05:27)
Anderson Cirino