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Dois poetas e um bar

Murmúrios de um homem solitário;
Cabisbaixo, preso e encarcerado
Júbilos proféticos, cansaço exagerado,
Trancafiado no seu tempo, seu falso horário.

Fundos de uma guerra sem vitoriosos
Porque no fim, sobram os ossos;
Patos do monopólio, os bebês são nossos,
Disseram hipocrisias, violentaram os medrosos.

Os nossos passos são incertos na madrugada,
Mas a revolta não, a ideologia jamais;
Eloqüentes, os poetas recitam e morrem no cais,
Os seus sonhos, estátuas de uma musa enferrujada.

Ventríloquos da persuasão, comando atroz
Remando palavras, surdas para o ar;
Renascentistas do novo mundo, não querem mais repudiar
E assim calam os sussurros do silêncio sem voz.


*Redigida na mesa de um bar, numa folha amassada, dois poetas socializando arte.

Mahcio Bhritto e Anderson C. Silva 02/03/2006
Anderson Cirino
Enviado por Anderson Cirino em 03/03/2006
Reeditado em 03/03/2006
Código do texto: T118073
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Sobre o autor
Anderson Cirino
Arujá - São Paulo - Brasil, 35 anos
15 textos (768 leituras)
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Anderson Cirino