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Adeus, os teus sonhos nunca mais serão os meus

Outro poema claramente inspirado no nome e grande música de David Fonseca “Adeus, não afastes os teus olhos dos meus”

ADEUS, OS TEUS SONHOS NUNCA MAIS SERÃO OS MEUS

O tempo passou
E só eu
Realmente mudou

Adeus, os teus sonhos nunca mais serão os meus

As tuas cartas
Recordações
Que já chegaram
A ser o meu papel de parede
São agora achas para a fogueira
Onde queimo as passadas relações

Adeus, os teus sonhos nunca mais serão os meus

Uso as nossas fotografias comuns
Como mera inspiração
Para meras histórias
Da mais louca ficção

Adeus, os teus sonhos nunca mais serão os meus

Confesso,
Ainda sinto o teu cheiro
Num milhão um
Em mim
Cheira-me a lugar comum
Onde eu não estou
Onde estás tu

Adeus, os teus sonhos nunca mais serão os meus

Ainda me apareces à noite
Bem aconchegada nos meus braços
Acordo sobressaltado
Para ultrapassar o embaraço
Porque és apenas uma mera figura
De um pesadelo
És a água abundante
E eu um camelo
Que não preciso dela
Nem para me retemperar
Pois bebo a areia do deserto
Onde um dia me quiseste lançar

Adeus, os teus sonhos nunca mais serão os meus

Poema protegido pelos Direitos do Autor
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 05/03/2006
Reeditado em 16/03/2006
Código do texto: T119212

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes